Saúde Bucal

16/07/2014 09:00 - Atualizado em 25/11/2016 03:04

Má oclusão: como tratar a falha no encaixe das arcadas dentárias

A maioria dos casos de má-oclusão dentária é causada por hábitos criados ainda na infância.

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Redação

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A má-oclusão ocorre quando não há um encaixe perfeito entre as arcadas dentárias. Muitas vezes as alterações têm início precoce em decorrência do uso de chupetas ou mamadeiras na infância. Já na fase adulta, algumas pessoas chegam a apresentar dores de cabeça e até zumbidos no ouvido por causa da má relação entre a maxila e a mandíbula. 

Causas da má-oclusão dentária

ma-oclusaoFoto: Shutterstock

O fator hereditário tem influência em 40% dos casos, mas a maior parte das pessoas acaba desenvolvendo a má-oclusão por causa de fatores ambientais, como no caso do hábito infantil de chupar dedo ou chupeta. Outros fatores que ocasionam esse defeito na arcada dentária incluem problemas respiratórios, alterações hormonais e traumas.

A oclusão dentária é separada por classes. As três mais comuns são:
Classe I: é aquela considerada normal, em que o arco dentário superior encaixa-se perfeitamente com o inferior.
Classe II: neste caso a pessoa parece não ter queixo, pois o arco dentário superior é maior que o arco inferior.
Classe III: é quando a pessoa parece ter um queixo muito grande. O arco dentário superior é menor que o inferior, o que causa uma grande desproporção entre os arcos.

As classes II e III são as únicas denominadas como má-oclusão dentária pelos ortodontistas e, dependendo das circunstâncias, necessitam de tratamentos com aparelhos ortodônticos, extrações de dentes e até cirurgias de correção nos casos mais graves.

Entretanto, nem toda má posição dos dentes requer tratamento, visto que grande parte das pessoas possui alterações na arcada dentária sem que isso se torne inconveniente ou cause prejuízo a elas.

Tipos de tratamento da má-oclusão

Com o passar dos anos, as deformidades no esqueleto da face acabam ficando mais evidentes nas pessoas que sofrem de má-oclusão dentária.Por este motivo, e pelos danos funcionais provocados, é aconselhável que se busque o tratamento adequado logo que possível. A partir dos 7 anos de idade os pais podem procurar um especialista para indicar o melhor tratamento, caso seja necessária a correção dos dentes da criança. Entre os mais comuns, estão:

Aparelhos ortodônticos removíveis
Este tipo de aparelho cobre o céu da boca e tem a função de exercer pressão sobre os dentes mal posicionados, movendo-os até que fiquem na posição desejada. A pessoa que opta pelo aparelho móvel pode retirar e voltar a colocá-lo com facilidade.

Aparelhos ortodônticos fixos
São compostos por brackets (pequenas peças coladas em cada dente) que dispõem de ranhuras onde é colocado um arame de ferro com o intuito de modificar o alinhamento dos dentes.

Elásticos inter-maxilares
Para auxiliar no tratamento da má-oclusão, os elásticos são colocados nos ganchos dos brackets. O papel deles é fazer movimentos para consertar o defeito na oclusão.

Cirurgia ortognática
É uma cirurgia realizada nos ossos da face que repara deformidades tanto nos dentes quanto na parte esquelética. É mais utilizada nos casos em que o defeito não pode ser corrigido somente com o tratamento ortodôntico. Também é indicada para correção estética, harmonizando o queixo com a maxila e o nariz com as maçãs do rosto.

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