Dra. Vivian Urbanejo Romero

ESPECIALIDADE

Fonoaudiologia

ONDE ATENDE

Associação Cruz Verde, Consultório particular (Moema/ Campo Belo) e Atendimento em domicílio

Dra. Vivian Urbanejo Romero

Apresentação

Mestre em Ciências da Reabilitação, especializada em Linguagem do Adulto e do Idoso e em Reabilitação Neurológica com experiência na área de transtornos neurológicos adquiridos da fala, linguagem e deglutição;

Atua predominantemente em Unidades de Internação e Ambulatórios de Disfagia e Linguagem, além de grandes centros de referência de São Paulo: Hospital das Clínicas, Centro de Reabilitação da Polícia Militar, Hospital São Camilo, Associação Cruz Verde.

O que Trata

Disfagias neurogênicas, déficits linguístico-cognitivos, afasias, disartrias e apraxia de fala.

Formação Acadêmica

Mestrado em Ciências da Reabilitação, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo FMUSP (2013); Especialização em Linguagem do Adulto e do Idoso pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo FMUSP (2009); Especialização em Reabilitação Neurológica pela Universidade Federal de São Paulo na Escola Paulista de Medicina UNIFESP (2009); Graduação em Fonoaudiologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo FCMSCSP (2007).

Cargos e Títulos

Mestre em Ciências da Reabilitação na área Comunicação Humana;
Especializada em Linguagem do Adulto e do Idoso, e em Reabilitação Neurológica;
Fonoaudióloga na Associação Cruz Verde;

Docente do Curso de Geriatria do Instituto de Pesquisa e Ensino Médico IPEMED;

Foi supervisora do Aprimoramento Profissional de Fonoaudiologia em Neuro-Geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo FMUSP.

Qualidade de Vida

18/05/2015 06:00 - Atualizado em 06/12/2016 07:14

Fonoaudióloga fala sobre dificuldades na fala e reabilitação da linguagem

Saiba como lidar com pessoas em processo de reabilitação da linguagem com dicas práticas.

POR

Dra. Vivian Urbanejo Romero

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Muitas pessoas sofrem de algum distúrbio de linguagem sem saber, outras o tem por condição natural do envelhecimento ou algum problema específico de saúde. A fonoaudióloga Vivian Romero fala sobre os mais comuns e cuidados essenciais. Confira!

 

1. Quando o tratamento fonoaudiológico costuma ser recomendado para adultos e idosos e quais resultados se pode esperar?

Podem ocorrer diversas alterações fonoaudiológicas em adultos e idosos. Existem alguns tipos de complicações. As disfagias são alterações no processo de deglutição e/ou alimentação que podem ocorrer no processo natural de envelhecimento. Alguns dos sintomas mais relatados são dor ao engolir, sensação de alimento parado na garganta ou no peito, salivação excessiva, rouquidão, regurgitação de alimento, perda súbita de peso e presença de tosse ou engasgos ao engolir. Já a afasia é causada por uma lesão em regiões específicas do cérebro que coordenam a compreensão e a formulação da linguagem. Os problemas vasculares, como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), são as causas mais frequentes da afasia. O objetivo do tratamento fonoaudiológico é tornar o paciente capaz de compreender a comunicação do dia a dia e utilizar estratégias compensatórias para se comunicar em seu ambiente familiar e/ou profissional.

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2. Quais são os tipos de tratamento para reabilitação da linguagem?

O processo é diferente dependendo do caso. Dentre as demências, a de Alzheimer é a mais conhecida. Nela, a linguagem é uma das primeiras funções a se mostrar comprometida. A abordagem fonoaudiológica deve seguir duas direções: a orientação familiar e a terapia. A orientação aos familiares envolve dicas para facilitar a comunicação. Já a terapia fonoaudiológica envolve uma abordagem flexível, na verdade aplica-se terapias comportamentais, modificações do ambiente de comunicação, mudanças no ambiente físico e uso de comunicação alternativa. Nas afasias, o período de reabilitação também é diferente para cada caso, pois depende da extensão da lesão, localização, tempo de acometimento, da idade do paciente e de sua escolaridade.

3. O que ocorre no cérebro para que cause problemas na fala?

O nosso cérebro é composto por dois hemisférios, o esquerdo e o direito. Quando observamos esses hemisférios eles parecem iguais, mas suas funções são diferentes. Na grande maioria das pessoas, o hemisfério esquerdo do cérebro gerencia as funções de linguagem, organização da fala, escrita, destreza manual e a atividade gestual. Já o hemisfério direito gerencia as funções visuoespaciais, ritmo, musicalidade, atenção, reconhecimento de fisionomias e o controle emocional. No hemisfério esquerdo, também chamado de hemisfério dominante, existem duas áreas que são especializadas na função de linguagem: a área de Broca, que coordena a função motora ou de expressão, e a área de Wernicke, que coordena a função sensitiva ou de compreensão da linguagem. Assim, se uma pessoa sofre de uma doença ou de um trauma que afete estas regiões específicas do hemisfério dominante, ocorrerão problemas na fala e na linguagem.

4. Como os familiares reagem com quem está passando por uma reabilitação da linguagem?

Os familiares têm grande ansiedade. Quando é um quadro de demência, a família fica mais tranquila porque o doente já viveu grande parte de sua vida sem dificuldades. Por outro lado, quando o caso é de AVC com pessoas mais jovens, a situação é mais complicada. Muitas pessoas não aceitam o fato do doente não conseguir falar totalmente correto e muitas vezes chegam a brigar por falta de paciência. 

5. E a aceitação das crianças com algum tipo de problema no ambiente escolar, como é feito esse cuidado entre aluno e escola?

A escola é uma parceira nesse caso. Nós fazemos o atendimento na escola sempre em sessão com a coordenação pedagógica. Nós também damos orientações aos professores de como lidar com o aluno e com os colegas.

Acesse a seção Psicologia Infantil e saiba de outras dicas para lidar com os pequenos

6. Uma curiosidade: Por que muitas pessoas com gagueira não sofrem na hora de cantar?

Gagueira não é minha especialidade, mas tentarei explicar de maneira simplificada. Quando cantamos, não usamos somente o hemisfério esquerdo especializado na linguagem, também utilizamos muito o hemisfério direito que coordena o ritmo e a musicalidade. Assim, o lado direito do cérebro ajuda a minimizar os efeitos da gagueira enquanto uma pessoa canta. Outra questão importante é que, quando cantamos não precisamos utilizar tanto o pensamento, a letra da música é algo que decoramos e dessa forma acaba sendo expressada automaticamente. As expressões automáticas do nosso dia a dia, como “alô, bom dia, tudo bem”, geralmente são produzidas sem grandes dificuldades por pessoas com gagueira por também não exigirem grande elaboração do pensamento para serem produzidas.

Dicas para quem convive com pessoas com Alzheimer:

  • Faça perguntas diretas que requerem “sim” ou “não” como respostas (por exemplo, "Você gostaria de café ou chá? " em vez de "O que você quer beber?");
  • Mantenha as informações e perguntas curtas e simples;
  • Use argumentos claros na conversação;
  • Utilize gestos e expressões ao se comunicar;
  • Use recados escritos para as atividades rotineiras (como a forma de se vestir ou como preparar uma refeição simples);
  • Lembre a pessoa que necessita tomar medicamentos;
  • Frequente grupos de apoio a familiares e cuidadores para lidar melhor com o quadro e prevenir o “estresse do cuidador”.

Dicas para quem sofre de afasia:

  •  Certifique-se de que você tem a atenção da pessoa antes de começar a se comunicar com ela;
  • Evite ruídos de fundo (TV, rádio, outras pessoas);
  • Mantenha a sua própria voz em volume normal (não grite e nem fale baixo);
  • Mantenha uma comunicação simples, mas de adulto (não falar como se fosse com uma criança);
  • Simplifique as frases e utilize palavras-chave;
  • Dê-lhes tempo para falar e resista ao impulso de terminar as frases ou dizer as palavras;
  • Comunique-se com desenhos, gestos, escrita e expressões faciais, além da fala;
  • Elogie todas as tentativas de falar e evite exigir que cada palavra seja produzida perfeitamente;
  • Envolva-o em atividades habituais sempre que possível;
  • Não proteja ou ignore um afásico nas conversas em grupo;
  • Envolva-os nas tomadas de decisões da família sempre que possível;
  • Mantenha-os informados dos acontecimentos, mas evite sobrecarregá-los com problemas;
  • Incentive a independência e evite ser superprotetor.

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