Primeiros Socorros

03/04/2016 12:00 - Atualizado em 30/11/2016 05:14

Veja como tratar uma distensão muscular

Lesão atinge principalmente atletas, mas pode acontecer com qualquer pessoa.

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Redação

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Ela pode acontecer enquanto você limpa a casa, joga sua pelada no fim de semana ou corre na esteira. Estamos falando da distensão muscular. A lesão é uma das mais comuns, especialmente entre atletas.

Segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e publicada na Revista Brasileira de Ortopedia, o incidente representa de 10% a 55% de todas as contusões esportivas.

Somente nos Estados Unidos, estima-se que haja em torno de 10 milhões de lesões osteomusculares relacionadas ao esporte. Novamente, o estiramento está entre os incidentes mais corriqueiros. Veja como tratar esse problema que atinge diversos esportistas, mas que também pode acontecer com você.

perna com distensão muscular

Gravidade da distensão muscular

Segundo o fisioterapeuta Rodrigo Radünz, as lesões musculares são divididas geralmente em estruturais e funcionais, e afetam principalmente a musculatura dos membros inferiores. A informação vai ao encontro do estudo da Unifesp. De acordo com o levantamento, as pernas são vítimas em 97% dos casos. Quadríceps (30%), adutores (28%) e tríceps sural (21%) são os locais com mais incidência.

Voltando aos tipos de distensões, as estruturais são as que representam uma perda da continuidade das fibras, dos feixes e dos ventres musculares. “Elas são divididas em três graus: grau 1, leve, grau 2, moderada, e grau 3, grave”, conceitua o especialista. Já as funcionais são as em que os exames não apontam lesão, mas o indivíduo apresenta dor e disfunção.

A maneira mais comum de desenvolver uma distensão muscular é o somatório de uma contração com o alongamento da estrutura. Para isso, dá-se o nome de contração excêntrica, explica o fisioterapeuta. Esse quadro acontece muito em atividades de desaceleração e explosão, por exemplo.

Prevenção e tratamento

Apesar de ser uma lesão corriqueira, a distensão muscular pode ser prevenida, embora o tema seja polêmico. Para alguns especialistas, mesmo com os devidos cuidados, a contusão pode ocorrer. No entanto, Radünz explica que geralmente se recomenda, por precaução, fortalecimento do core (abdômen, diafragma, períneo e eretores espinhais).

“Além disso, liberações musculares e reequilíbrio muscular entre agonistas e antagonistas também são medidas para tentar prevenir essa lesão”, completa o especialista.

Caso as medidas não funcionem, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. Os procedimentos de recuperação adotados nesses casos são similares aos usados em lesões em geral. Descanso, administração de gelo no local e compressões devem ajudar, em um primeiro momento.

Aos poucos, exercícios funcionais - para devolver a mobilidade e a mecânica gestual - e a ativação muscular são implementados no tratamento. Esse quadro pode, de acordo com Radünz, se estender por entre dez e 60 dias, dependendo da gravidade da lesão.

Nunca é demais lembrar que qualquer recuperação deve ser feita amparada pela parceria entre médico, fisioterapeuta e profissional de Educação Física. Assim, você pode voltar a praticar exercícios com mais rapidez e saúde.

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estiramento
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