Primeiros Socorros

15/08/2015 10:09 - Atualizado em 10/12/2016 10:33

Sangramento e secreção são sinais de aborto

Gravidez corre mais riscos nas primeiras semanas após concepção.

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Redação

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A maior parte das mulheres que apresentam sangramento vaginal no primeiro trimestre de gravidez consegue chegar ao fim da gestação e dar a luz sem riscos à própria vida ou à do recém-nascido. Porém, o fenômeno também pode ser um dos sinais de aborto.

A perda de sangue acontece quase imperceptivelmente logo nas primeiras semanas após a concepção. Em muitos casos, a mulher nem sabe que está grávida.

O aborto pode ocorrer aproximadamente um mês depois da última menstruação, fazendo com que passe despercebido. Quando o fenômeno é observado mais adiante, também é confundido com um atraso no ciclo da menstruação.

O sangramento pode ser claro, escuro ou com manchas. Começa de forma leve, torna-se mais intenso e passa a ser acompanhado de cólicas que vão piorando progressivamente até a expulsão do embrião mal formado.

mulher gravida com sinais de aborto

Outros sinais de aborto

Além de sangue, a vagina também expele um fluido com cheiro forte e desagradável. A secreção clara ou rósea é lançada para fora do organismo abruptamente, como um jato.

Amostras do líquido devem ser coletadas e levadas em um recipiente limpo para que o médico ginecologista as examine. Partes sólidas são provenientes do rompimento de membranas da bolsa que estourou.

Os sinais de aborto espontâneo também surgem por meio de fortes dores na região do baixo abdômen e pressão na área inferior das costas. O desconforto na lombar pode ser constante ou intermitente.

As características da gravidez vão desaparecendo lentamente e a gestante apresenta perda de sensibilidade da mama, além de sofrer com náuseas. A mulher também passa a ser acometida por febres e calafrios.

Contrações uterinas, fracas ou agudas, são outros sinais de aborto. Com o agravamento do caso, a gestante passa a sentir dores que vão e voltam em intervalos regulares, em um processo semelhante ao pré-parto. O sintoma aponta a um quadro geralmente irreversível.

O que fazer após sinais de aborto

Ao constatar os primeiros sinais de aborto, a mulher deve se deitar imediatamente. O repouso e o acompanhamento médico podem salvar a gravidez. Se a perda do embrião ou feto for inevitável, pelo menos a saúde da mulher será preservada.

Diante da gravidade de alguns casos, pacientes são anestesiadas e submetidas à intervenção clínica de curetagem. Membranas e pedaços da placenta podem ficar no interior do útero e precisam ser removidos.

A maioria dos abortos espontâneos acontece porque o feto não se desenvolveu normalmente. É uma forma encontrada pelo organismo para pôr fim a uma gestação problemática.

Em alguns casos, o estado de saúde da mãe é determinante. A interrupção de uma gravidez pode ser acarretada por diabetes não controlado, infecções, problemas hormonais, doenças da tireoide, trombofilia e traumas no útero ou no colo do útero.

Sobrepeso ou peso abaixo do ideal são outras preocupações. Vícios como tabagismo, uso de drogas ilícitas ou ingestão de bebidas alcoólicas também podem ser determinantes.

A idade é mais um fator. Mulheres acima dos 35 anos têm 20% mais chances de sofrer um aborto. Aos 40 anos, a probabilidade cresce para 40%, podendo chegar a 80% aos 45. O risco também pode aumentar em gestantes que engravidem de homens mais velhos.

A recuperação do organismo depois do aborto leva de um a dois meses. A maioria das mulheres pode ter uma gravidez normal em seguida.

Tirou suas dúvidas sobre o assunto? Conte para nós! E aproveite para conferir mais dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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aborto espontâneo
curetagem
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