Primeiros Socorros

21/05/2015 05:07 - Atualizado em 02/12/2016 12:52

Riscos de hipotermia são maiores em crianças e idosos

Baixa temperatura do corpo, que caracteriza a hipotermia, pode levar à morte se não houver socorro imediato.

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Redação

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O corpo possui uma temperatura constante, geralmente de 36ºC, que garante o pleno funcionamento do organismo. Quando ela despenca, abaixo do nível ideal para manter todo o trabalho orgânico, ocorre a chamada hipotermia, uma condição caracterizada por tremedeiras, frio intenso, arrepios e confusão mental.

Você lembra da história do navio Titanic, um caso real retratado com muito sucesso no cinema? Grande parte das vítimas do naufrágio não morreram afogadas, mas sim de hipotermia, em razão da temperatura congelante do oceano. Como o corpo perdia mais calor do que conseguia produzir, o organismo congelou.

hipotermia

Hipotermia provoca uma morte lenta

O inverno é uma época que favorece a ocorrência da hipotermia, já que as baixas temperaturas são responsáveis pela redução da imunidade corporal. Quando está exposta à chuva, ventos ou umidade, a pessoa tem suas capacidades físicas e mentais reduzidas. Para combater esse problema, é importante se manter sempre agasalhado e evitar permanecer molhado em ambientes gelados.

No grupo de risco, estão pessoas que tenham caído em águas muito frias, idosos que não tenham se alimentado bem e crianças que permanecem muito tempo em locais frios. Além deles, quem costuma se expor ao clima gelado em longas caminhadas, por exemplo, também pode sofrer uma queda brusca da temperatura corporal.

Os primeiros sinais da hipotermia se manifestam no corpo com tremores e cansaço extremo. Depois, aparecem os sintomas mentais, como fala arrastada, confusão, perda de memória, sonolência, falta de energia, desânimo e pele fria. Nesses casos, é necessário tomar providências imediatas, já que a condição pode levar à morte, mesmo que de forma lenta.

hipotermia

Como agir em casos de hipotermia

A vítima de hipotermia deve ser aquecida o quanto antes. Leve-a para um local quente, abrigado de vento ou água. Mantenha a pessoa longe do chão frio, buscando por cobertores secos e grossos. Se for necessário, use seu corpo para aumentar a temperatura. Jamais encoste algo molhado ou gelado. Tudo que utilizar para esquentar a vítima deve ser seco.

Remova as roupas molhadas que ela esteja vestindo para evitar uma queda ainda maior da temperatura do corpo. Caso a pessoa esteja inconsciente ou não consiga tirar a roupa, corte. Utilize um termômetro para verificar o calor corporal com frequência. Se estiver abaixo de 35ºC, procure atendimento médico de urgência.

Evite esfregar ou massagear a vítima. Aqueça sempre a parte central do corpo, que inclui peito, pescoço, cabeça e virilha. Use o contato da pele, cobrindo o corpo com camadas de roupas, cobertores e toalhas secas. Se conseguir, utilize um aquecedor ou ar condicionado para elevar a temperatura ambiente. Não utilize água quente ou compressa.

Quando a pessoa estiver consciente, ofereça bebidas quentes sem álcool, como chocolate quente ou chás. O álcool dificulta a retenção de calor no corpo. Evite também a cafeína, pois é diurética e pode levar à perda de calor. Caso a vítima esteja inconsciente, não alimente.

Depois de estabilizada a temperatura do corpo, mantenha a pessoa seca e enrolada em cobertas. Envolva o pescoço em mantas de lã e coloque toucas para aquecer a cabeça e orelhas. Fique sempre alerta para alterações nos batimentos cardíacos e respiração. Monitore a vítima até que chegue o atendimento médico.

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