Primeiros Socorros

24/07/2015 08:07 - Atualizado em 10/12/2016 12:57

Previna-se de acidentes com água-viva na praia

O encontro com a temida água viva também se deve ao aumento de banhistas no mar durante o verão.

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Redação

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Apesar de serem mais frequentes no verão, os ataques de água-viva devem ser a preocupação de quem entra no mar em qualquer época do ano. Para evitar que o período na praia seja incômodo, devem-se prevenir acidentes com o animal marinho.

Saiba por que essas criaturas aparecem na praia e o que fazer para fugir delas.

agua viva

Condições para o aparecimento da água-viva

A água-viva é um animal gelatinoso e peçonhento, com tentáculos onde ficam os nematocistos. Essas células expelem o líquido venenoso que causa de irritações na pele à paralisia do sistema nervoso central.

Antônio Carlos Marques, professor de Zoologia e diretor do Centro de Biologia Marinha (CEBIMar) da Universidade de São Paulo, lembra que o Brasil possui um litoral extenso, com diversas condições marítimas.

“Temos áreas equatoriais, de recifes de coral, mangues, até áreas subtropicais. A comunidade de águas-vivas está sempre presente, em maior ou menor número, em nossa costa”, afirma.

O professor aponta que algumas espécies de água-viva têm maior abundância no verão, outras no inverno, mas que elas são comuns em todo o ano. “Não é a estação que determinará o aumento de todas as águas-vivas. A maré, de fato, pode trazê-las, mas ocorrem diariamente por todo o ano, e não são elas que determinam diretamente o aumento das populações”, destaca.

De acordo com Marques, o calendário somente influencia quando há aumento de banhistas nos meses de verão. “Não são as populações de águas-vivas, mas o número de banhistas que aumenta e maximiza a chance de haver uma encontro casual com um animal”, problematiza.

O que motiva o ataque de água-viva

O professor ressalta que esses animais marinhos de fato não atacam. “Isso não tem nenhum sentido biológico, uma vez que elas não nadam ativamente e deliberadamente para atacar. Uma água-viva não tem capacidade de natação, percepção sensorial ou orientação espacial suficiente para se aproximar, 'por vontade própria' de um banhista, por exemplo”, explica.

Outro ponto que destaca é que nem todas as espécies são venenosas ao ser humano. Segundo Marques, várias delas não nos fazem mal algum.

agua viva

Como prevenir esse encontro?

O diretor afirma que, individualmente, há pouco a se fazer. “No máximo, o banhista deve evitar entrar em águas com incidência dos animais, ainda mais se os bichos forem venenosos ao ser humano, ou então pode se proteger com roupas de lycra, como os surfistas”, observa.

Apesar das medidas, o professor aponta que deveria haver um monitoramento contínuo e intensivo por parte de governos e órgãos ambientais e de saúde. Isso possibilitaria detectar grandes populações de águas-vivas o mais rápido possível e, assim, evitar acontecimentos de maiores proporções.

Esses acontecimentos, segundo ele, podem chegar a dezenas de milhares de pessoas envenenadas em um mês, por exemplo, em uma extensão de costa relativamente pequena. “Infelizmente, não há a praxe de atuação com relação a isso, e por isso o risco é aumentado”, lembra.

Você já foi queimado por uma água-viva? O que você fez? Deixe seu relato nos comentários! E aproveite para conferir mais dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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