Primeiros Socorros

10/05/2015 05:06 - Atualizado em 02/12/2016 08:52

Picada de abelha é um perigo para os alérgicos

Reações alérgicas são mais frequentes em que já passou por uma picada de abelha anteriormente.

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Redação

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Quem já sofreu uma picada de abelha, sabe o quanto isso é dolorido e desagradável. Inchaço, vermelhidão e dores na região afetada podem ser sentidos quase que imediatamente. Mas a situação fica pior quando o inseto atinge uma pessoa que possui alergia ao contato, pois as reações tóxicas do veneno podem provocar um choque anafilático.

Na primeira vez que recebe uma picada de abelha, o indivíduo desenvolve anticorpos para defender o organismo do veneno. Em uma segunda ocorrência, mesmo que tenham se passado anos, o sistema imunológico pode desencadear uma produção de anticorpos em larga escala, levando a uma reação alérgica. Por isso, é importante conhecer os procedimentos de primeiros socorros e o tratamento. 

picada de abelha

Primeiros socorros em casos de picada de abelha

Assim que acontecer a picada de abelha, o primeiro passo é remover o ferrão. Diferente de vespas e de marimbondos, as abelhas deixam a glândula do veneno após picar. Tente não apertar ou puxar o ferrão, raspando-o rapidamente com um cartão para evitar que a toxina se espalhe na pele.

É possível saber se a pessoa tem predisposição alérgica se ela já foi picada anteriormente. Nesses casos, para o socorro, é necessário prestar atenção a sintomas como: urticárias generalizadas, dificuldade para respirar, inchaço no rosto, na boca e na garganta, respiração ofegante, ansiedade, pulsação rápida, tonturas e queda de pressão. Para evitar complicações, um médico deve ser contatado imediatamente.

Pessoas que já sabem da alergia devem carregar, sob recomendação médica, a Epinefrina, um medicamento injetável para conter a reação. Anti-histamínicos, ibuprofeno e paracetamol podem ser eficientes contra as dores e combater a alergia.

Depois de administrada a medicação, o local da picada de abelha deve ser lavado com água e sabão. Enrole alguns cubos de gelo em um tecido e aplique por 20 minutos. Os sintomas devem sumir rapidamente, pois o frio contrai os vasos sanguíneos e contém o veneno, diminuindo a dor e a coceira. Caso os sintomas voltem a incomodar, faça a aplicação de gelo novamente após cinco horas.

picada de abelha

Ideal é prevenir a picada de abelhas

Geralmente, uma única abelha não é capaz de causar uma reação alérgica muito forte. A maior parte dos acidentes decorre de um ataque em massa dos insetos. Por isso, é fundamental manter distância das colmeias. Não deixe que as crianças atirem pedras ou objetos nos aglomerados.

Se avistar uma colmeia, nunca fique parado próximo a ela. Caso perceba um enxame aproximando-se em sua direção, não corra em linha reta, mas sim em ziguezague. Mantenha o rosto protegido, seja com toalhas ou camisas, pois são as picadas no pescoço e na região oral que levam ao edema de glote, causando uma possível morte por asfixia.

Aproximadamente, de 25% a 60% dos adultos já apresentaram alergia à picada de abelha, sendo que nas crianças a incidência é de 8%. A gravidade das picadas depende do organismo de cada pessoa e do intervalo com o qual as abelhas ferroam.

Em geral, depois de algum tempo, a sensibilização às picadas é reduzida, mas, entre a infância e o início da fase adulta, os riscos de alergia são maiores.

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