Primeiros Socorros

07/10/2014 09:14 - Atualizado em 06/12/2016 12:42

Espinha de peixe na garganta? Evite complicações

Espinha de peixe pode ser um problema para crianças e idosos.

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Redação

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Sol, mar e calor. Em família ou entre amigos, é comum saborear frutos do mar durante a confraternização. Tudo vai bem até que uma espinha de peixe fica presa na garganta e encerra a diversão mais cedo. Quando isso acontece, alguns cuidados são fundamentais para não intensificar os danos.

Tentar engolir a espinha de peixe pode agravar o problema

Existem várias recomendações caseiras para engolir a espinha de peixe e eliminar o problema sem precisar de auxílio médico. As dicas variam muito e vão desde comer marshmallow até beber água gelada.

Mas esse tipo de atitude pode acabar intensificando um problema que seria de fácil resolução para o médico. Além do risco de empurrar a espinha em direção ao esôfago e dificultar sua remoção, existe a chance de aumentar a dor, causando inflamação e impossibilitando a alimentação por um período maior.

Além disso, ingerir alimentos tentando limpar a garganta vai dificultar a realização de uma possível endoscopia, que se faz necessária quando a espinha se aloja no esôfago. O procedimento só pode ser realizado em jejum de pelo menos seis horas.

espinha-de-peixe

Apenas o médico deve retirar a espinha de peixe

A recomendação dos especialistas é de que apenas o médico retire a espinha. Alternativas caseiras só são indicadas com espinhas muito pequenas e, em casos extremos, quando o pronto-socorro estiver muito distante ou o socorro médico demorar demais a chegar.

O médico fará uso de instrumentos especiais, como lupa e pinça adequadas para a remoção. Além disso, será capaz de identificar onde está a espinha, indicando a endoscopia se ela for necessária.

Prevenção é o melhor remédio

A melhor forma de evitar problemas relacionados à espinha de peixe é tomar alguns cuidados no momento de consumir o alimento. Separar a carne da espinha antes de comer, mastigar bem e de forma devagar, sentindo a consistência do peixe, ajuda muito a prevenir o problema.

Outra opção é optar por peixes muito pequenos, como sardinhas e lambaris, que têm os ossos bem finos. Se estiverem fritos de forma adequada ou forem cozidos em panela de pressão, os ossos ficam quebradiços, podendo ser facilmente mastigados e bem triturados pelos dentes.

Deve-se tomar especial cuidado com crianças e idosos: o ideal é que consumam somente peixes cartilaginosos, que não possuam ossos. Se essa opção não for possível, ecomenda-se que a carne seja passada por uma peneira antes de ser preparada, a fim de garantir a retirada total das espinhas

Sintomas característicos incluem dificuldade para respirar

Dificuldade para engolir alimentos, dor no pescoço ou no peito, tosse, dificuldade para respirar e a respiração ruidosa são alguns dos sinais. No momento de prestar auxílio e apoio à pessoa com espinha de peixe na garganta, procure acalmá-la e explique que, por essa região ser muito sensível, a sensação é de que a espinha é maior do que realmente é. O atendimento no pronto-socorro costuma ser rápido e relativamente simples, não permanecendo qualquer tipo de sequela ou problema posterior.

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