Primeiros Socorros

18/10/2015 07:48 - Atualizado em 18/01/2017 10:04

Descubra os sintomas da alergia ao calor e enfrente o verão

As temperaturas mais altas podem causar reações desagradáveis em adultos e crianças.

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Redação

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De acordo com a dermatologista Valéria Campos, assessora do Departamento de Laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a alergia ao calor é rara, mas pode acontecer. Ela é identificada principalmente em crianças que reagem ao próprio suor, apresentando maior potencial de irritação na pele que outros pequenos.

Com a chegada da temporada de verão, é bom saber como identificar os sintomas e amenizar possíveis reações que seu filho possa apresentar. Acompanhe a seguir.

mulher se coçando com alergia ao calor

Como identificar a alergia ao calor

Mais comum em crianças, a brotoeja é uma dos distúrbios de pele que os pais devem observar com cuidado. “Ela é o entupimento da glândula do suor e ocorre porque a criança ainda não está preparada para se defender do calor como o adulto”, destaca a especialista.

A alergia ao calor surge como bolinhas de água vermelhas que causam muita coceira. Elas aparecem principalmente nas dobras do corpo e podem se transformar em crostas, causadas pelo hábito de coçar.

Já a alergia ao suor, outro problema identificado durante o período mais quente do ano, é mais comum em adultos e pode se manifestar de duas formas: com ou sem a elevação da temperatura corporal.

A primeira é desencadeada por prática de exercícios, calor excessivo, banhos quentes, febre, sauna, alteração hormonal ou mesmo fricção do corpo. A segunda ocorre em qualquer momento de contato com o suor.

Também chamada de urticária colinérgica, ela é identificada por lesões parecidas com cabeças de alfinete. Elas coçam e também podem formar crostas. “O segundo tipo de alergia ao suor apresenta placas avermelhadas e coceira”, acrescenta Valéria.

O tratamento para essas enfermidades consiste em hidratar a pele, tomar banhos frios e beber muita água. Além disso, o paciente pode optar por usar roupas leves, evitando tecidos sintéticos que levam à transpiração excessiva. Em alguns casos, “é preciso usar medicações tópicas prescritas por dermatologistas”, lembra a médica.

mulher suando com alergia ao calor

Alergias ao sol também preocupam

As alergias ao sol afetam principalmente mulheres jovens de 20 a 35 anos. A urticária solar é a mais rara e consiste em placas rosadas e inchadas, que vão embora poucas horas depois, desde que o paciente se mantenha à sombra.

Ao contrário, a erupção cutânea fotoalérgica aparece algumas horas após a exposição solar. Ela é caracterizada por inchaço, bolhas ou lesões sólidas no pescoço, nas mãos e nos antebraços. “Os sintomas persistem por vários dias e se repetem a cada reexposição, mas melhoram com o bronzeamento”, explica Valéria.

A erupção polimorfa é causada por luz solar de baixa intensidade. Manchas rosáceas costumam aparecer no pescoço, no rosto, nos membros ou atrás das orelhas.

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Por último, a fotossensibilização acontece pela combinação da exposição solar junto a administração de produtos alimentares, medicinais ou cosméticos. Ela se manifesta com erupções que causam muita coceira. “A cor da pele pode se tornar azul ou marrom”, alerta a médica.

O tratamento de todas as alergias é efetuado com o uso de medicação recomendada pelo médico dermatologista. Para evitar esses problemas, recomenda-se proteger a pele com filtro solar e barreiras físicas, como camiseta, chapéu e óculos de sol.

Casos mais graves, com a presença de inchaço na boca ou reação espalhada pelo corpo, demandam a ida imediata ao pronto-socorro.

Você sofre durante o verão? Acha que tem alguma alergia ao calor? Deixe seu comentário! E lembre-se: procurar um médico é a melhor maneira de evitar problemas mais sérios. Aproveite também para conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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