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30/03/2016 12:00 - Atualizado em 01/12/2016 10:53

Como identificar batimentos cardíacos normais

Número de batimentos por minuto varia conforme a idade e a atividade da pessoa.

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Redação

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Identificar os batimentos cardíacos normais pode ser fundamental para prevenir problemas sérios, ainda mais em um país onde tantas pessoas morrem em decorrência de doenças cardiovasculares.

Em 2015, foram quase 347 mil mortes. Neste ano, até o fechamento deste artigo, já eram quase 75 mil. Os dados são do Cardiômetro, mecanismo criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) que estima, em tempo real, o número de óbitos em virtude de problemas ligados ao coração.

Para tentar fazer com que esses números parem de crescer, é importante conhecer a frequência cardíaca correta para a sua idade, de acordo com a atividade que você estiver exercendo no momento da medição. Confira.

jovem verifica batimentos cardíacos normais após exercício

Batimentos cardíacos normais variam

De acordo com a SBC, o coração de um jovem saudável, entre 15 e 20 anos, costuma bater no mínimo 60 e no máximo 90 vezes por minuto. Porém, se  seus números de batimentos cardíacos ultrapassarem ou caírem abaixo de tal faixa esporadicamente, isso não quer dizer que haja algum tipo de doença.

Quando se está malhando, por exemplo, a frequência cardíaca pode chegar a 150 ou 160 BPM (batimentos por minuto) sem que isso represente uma ameaça à saúde. Agora, enquanto se está dormindo, o metabolismo é muito menos intenso e o cérebro praticamente desliga. Nesse caso, os BPM chegam a 40, também sem causar nenhum problema.

Esses números valem para os jovens. Bebês e idosos têm frequências cardíacas diferentes. O coração de um recém-nascido bate entre 120 e 140 vezes por minuto, pois seus sistemas de regulação do sistema circulatório ainda não estão bem desenvolvidos.

Conforme eles crescem, a frequência vai baixando. Décadas mais tarde, na velhice, ela provavelmente será mais espaçada ainda, numa faixa entre 50 e 80 BPM.

Esses são os cenários ideais, em que os números de batimentos cardíacos por minuto estão regulados. No entanto, existem casos em que a frequência fica muito acima ou muito abaixo desses parâmetros. Para esses males, se dá o nome, respectivamente, de taquicardia e bradicardia.

Esses problemas cardiovasculares podem levar a consequências sérias, como ataques cardíacos e infartos, por exemplo. Por isso, qualquer alteração sentida por você deve ser, rapidamente, reportada para o seu cardiologista. Exames de rotina também ajudam a diagnosticar alterações nos batimentos cardíacos normais.

infográfico batimentos cardíacos normais

Medindo os batimentos cardíacos

Existe mais de uma maneira de identificar a sua frequência cardíaca médica, e você pode fazer isso, inclusive, em casa. A forma mais comum é com a medição por pulso radial. Nela, você deve colocar as pontas dos dedos médio e indicador no punho oposto, ligeiramente abaixo da base do polegar.

Assim, quando você sentir a batida, conte o número de batimentos por dez segundos. Feito isso, multiplique esse valor por seis, obtendo o número de BPM.

Procedimento similar a esse é a medição por pulso carotídeo. No entanto, nesse caso, calcula-se a frequência pela artéria localizada no pescoço, logo abaixo da mandíbula. Se não se sente seguro para medir você mesmo, o seu médico pode fazê-lo com mais precisão com o auxílio do estetoscópio.

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pulso
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