Primeiros Socorros

03/03/2015 12:30 - Atualizado em 01/12/2016 06:59

Ataques por alergia alimentar podem ter consequências sérias

Manchas na pele e fechamento da glote podem ocorrer em casos de alergia alimentar.

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Redação

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Efeitos de uma crise de alergia alimentar podem ser diversos e variam em cada paciente. Em geral, os sintomas são bastante desconfortáveis e incluem coceira, tosse, diarreia, chiados no peito e erupções na pele.

A alergia é uma espécie de reação do corpo a certas substâncias que são inofensivas para algumas pessoas, mas mortíferas para outras. Por isso, em caso de crise, é preciso agir rápido.

alergia alimentar

Os casos de alergia alimentar são bastante comuns no mundo todo. Na Europa, uma pesquisa de 2014 da Academia Europeia de Alergologia e Imunologia (EAACI) apontou que 5% das crianças no continente possuem algum tipo de intolerância à comida. Nos adultos, a porcentagem fica por volta dos 3%.

Entre os alimentos causadores das principais reações alérgicas nos europeus, estão o leite, o ovo, o trigo, o glúten, os frutos do mar e peixes, o tomate e as frutas cítricas.

Alergia alimentar não pode ser classificada

Como são diversas as reações alérgicas após a ingestão do alimento, não há como classificar os sintomas de uma forma padrão. Os principais sinais de uma alergia alimentar são problemas no aparelho digestivo e no intestino, que causam cólicas, dores abdominais e diarreia.

Além desses, podem aparecer manchas e bolhas na pele, eczemas, placas avermelhadas, ressecamento, crostas e urticárias.

Casos mais sérios de uma intolerância podem provocar o chamado choque anafilático (ou anafilaxia), quando ocorre falta de ar, queda da pressão e inchaço, juntamente com problemas respiratórios que causam chiado no peito e tosse.

Os sintomas também podem variar de acordo com a idade. Na infância, a principal consequência é a diarreia. Na adolescência, a rinite. Já na fase adulta é a coceira na pele que causa mais transtornos.

No tratamento da alergia alimentar, é mais comum utilizar os medicamentos anti-histamínicos, os corticosteroides tópicos e outros itens para higiene nasal. Nas crianças, é recomendável a ingestão maior de líquidos e remédios infantis. Vacinas somente são eficazes se forem administradas corretamente, em casos específicos.

Sistema imunológico é responsável pela alergia alimentar

Um mecanismo de defesa do sistema imunológico é o que provoca a alergia alimentar. Ela funciona como uma reação do organismo que, em vez de defender, provoca uma intolerância e um repúdio natural após a ingestão de certos tipos de comida.

No entanto, nem sempre o alimento precisa ser excluído da dieta, mas sim alterado por outros com composição especial para intolerantes, como é o caso do leite sem lactose.

Cerca de 20% da população mundial possui algum tipo de alergia, sendo o principal fator a própria predisposição genética.

Quando sofre com uma crise, a pessoa passa por uma reação de hipersensibilidade. Em casos de ataque, ela precisa de um socorro imediato para impedir que a glote se feche, o que impossibilita a respiração.

Quando se deparar com um caso de ataque por alergia de alimentos, fique calmo. Ligue imediatamente para um atendimento de urgência, como os Bombeiros (193), o Samu (192) ou a Polícia Militar (190). Se não houver resposta rápida do pronto atendimento, leve a vítima para o hospital mais próximo.

Deixe a pessoa alérgica em posição confortável, para que ela consiga respirar. Descubra qual foi a comida que provocou a alergia e administre o medicamento recomendado pelo médico. Jamais deixe a pessoa sozinha e fique do lado dela o tempo todo até conseguir o socorro especializado.

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alergia
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