Primeiros Socorros

28/02/2015 01:05 - Atualizado em 18/12/2016 02:31

Apendicite: Saiba como ajudar em casos de crise de dor

O primeiro sintoma da apendicite é a dor ao redor do umbigo, que irradia para o lado direito.

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Redação

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O apêndice é uma pequena bolsa presa ao começo do intestino grosso. Mesmo sem uma função significativa para o funcionamento do organismo, ele pode inflamar, causando a apendicite. O problema é caracterizado por dores muito fortes no abdômen e surge sem previsão.

Crises de apendicite podem levar a complicações graves. Saiba como tratar a doença a tempo de evitar o pior.

apendicite

Conheça os sintomas da apendicite

Nem sempre os motivos para o desenvolvimento da inflamação são claros. Em geral, ela surge depois de uma obstrução por gordura ou fezes, ou, ainda, após infecções gastrointestinais provocadas por vírus. Nas duas situações, uma bactéria situada dentro do apêndice inflama, causando inchaço e pus.

Quando não é tratada, a apendicite pode provocar o rompimento do apêndice. Qualquer pessoa pode sofrer com o problema, mas a faixa etária na qual ele mais acontece é entre os dez e os 30 anos.

Dependendo da idade e da posição do apêndice em cada indivíduo, os sintomas do transtorno podem variar. Em mulheres grávidas, idosos e crianças, por exemplo, as dores são diferentes de outras pessoas adultas, o que dificulta o diagnóstico.

O primeiro sintoma da apendicite costuma aparecer em forma de dor ao redor do umbigo. Fraca no início, ela vai se tornando cada vez mais forte e intensa. Apetite reduzido, náuseas, vômitos e febre podem aparecer logo depois.

Conforme a inflamação aumenta, em um período entre 12 e 18 horas, a dor passa a acontecer diretamente acima do apêndice (mais para baixo e à direita do abdômen). Caso aconteça o rompimento do órgão, a dor some, mas, como o revestimento da cavidade abdominal permanece inflamado, o paciente continuará doente e a região voltará a doer.

O incômodo no abdômen pode piorar quando há ocorrência de tosse, ou se a pessoa caminha. Outros sintomas, menos recorrentes, incluem diarreia, náuseas, tremores, constipação e calafrios.

apendicite

Não é possível prevenir a apendicite

Numa crise de apendicite, os primeiros socorros são muito importantes. Primeiro, chame um médico ou leve a vítima até o hospital. Não dê nenhum tipo de alimento ou medicamento até saber as complicações reais. Mantenha a pessoa afetada agasalhada, com a barriga encolhida ou de lado. Se a dor for muito intensa, apenas aplique gelo na região comprometida.

O tratamento mais comum para apendicite é feito com a remoção do apêndice inflamado. O órgão não tem utilidade comprovada cientificamente para o funcionamento do corpo, portanto retirá-lo não afeta a saúde em geral.

Caso não haja complicações além das crises de dor, o médico pode remover o apêndice logo após o diagnóstico, em um procedimento cirúrgico conhecido como apendicectomia.

Com uma tomografia por computador, é possível verificar se o apêndice foi rompido, o que é indicado pelo acúmulo de pus. Para tratar a infecção, o órgão é removido após a inflamação ter desaparecido.

Todas as pessoas nascem com o apêndice, portanto não é possível prevenir a inflamação. O processo inflamatório acontece de forma natural no organismo e é bastante comum. Entre as complicações, a peritonite (rompimento do órgão) e o acúmulo de pus no abdômen podem aparecer.

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