Primeiros Socorros

09/07/2015 10:10 - Atualizado em 07/12/2016 11:36

Amputação: Com socorro rápido, membros podem ser reimplantados

Médico ortopedista explica como agir nesse tipo de situação e como o processo de reimplantação ocorre.

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Redação

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O assunto não é o favorito da grande maioria das pessoas, mas ter o conhecimento básico sobre como agir em uma situação de amputação pode ser decisivo para salvar um membro.

Dr. Ricardo Kaempf de Oliveira, médico do Instituto de Traumato-Ortopedia do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre-RS, explica que reimplantar um membro que sofreu amputação é possível, dependendo da situação.

Reimplante ou revascularização?

O ortopedista esclarece que há diferença nos termos médicos. "Reimplante é quando, devido a um trauma, um membro amputado é recolocado em sua função original no corpo. São construídos todos os tecidos, como pele, vasos sanguíneos, nervos, ossos e tendões'’, explica.

Já a revascularização é quando, no trauma inicial, o membro permanece conectado ao corpo por uma pequena porção de tecido. Conceitualmente, nessas situações há lesão dos vasos sanguíneos. Caso não seja feito o procedimento reconstrutivo, o membro vai necrosar e morrer.

Antes de se indicar um reimplante, inicialmente é preciso considerar o estado de saúde do paciente. O objetivo inicial deve ser preservar a vida, não o membro afetado.

A cirurgia para recolocar o membro amputado é longa e nem todo paciente tem condições de ser submetido ao procedimento. Como regra geral, o médico ortopedista explica que o tempo máximo para a realização de um reimplante é de seis horas após o trauma, dependendo da condição e do membro em questão.

É importante lembrar que não é qualquer hospital, nem qualquer profissional que está habilitado a fazer esse tipo de cirurgia. Em geral, reimplantes são feitos por cirurgiões ortopedistas ou cirurgiões plásticos com especialização em microcirurgia. A cirurgia de reimplante é bastante delicada, por isso só pode ser feita por um profissional capacitado.

Como proceder em um acidente com amputação

Antes de procurar um hospital, deve-se cobrir o ferimento do membro que sofreu amputação com um pano ou uma toalha limpa. Não se deve colocar garrote, cinto ou torniquete para diminuir o sangramento. Isso só aumenta a lesão nos tecidos.

Após uma lesão grave, o paciente deve procurar de imediato um hospital. Todo corte na mão tem que ser examinado de maneira urgente por um médico capacitado. Um ferimento aberto, inclusive um corte apenas na pele, tem um tempo hábil para ser fechado.

"A parte amputada deve ser conservada em baixas temperaturas, isso causa uma diminuição do metabolismo, evitando a morte dos tecidos", explica o profissional. No entanto, ele alerta que o erro mais comum é colocar o membro diretamente em contato com o gelo. Isso causa congelamento e queimaduras, impossibilitando o reimplante.

"A regra correta é enrolar o membro amputado em um pano limpo, colocar dentro de um saco plástico e, apenas após isso, cobrir o conjunto em um recipiente com gelo", orienta o Dr. Kaempf de Oliveira.

A recuperação após um reimplante

Após um reimplante de um membro que sofreu amputação, o objetivo inicial é que ele sobreviva. Por isso, o primeiro cuidado é com os vasos sanguíneos reconectados. Após os primeiros dias, com o sucesso do reimplante, começa a reabilitação de todas as lesões.

Cada tecido tem um tratamento específico e um período de regeneração e repouso. Existem os fatores relacionados ao paciente, à cirurgia e ao tipo de lesão.

"É importante o paciente ter consciência que a recuperação é lenta e pode chegar a um ano. A mobilidade é recuperada de forma mias rápida que a sensibilidade, isso porque os nervos têm um crescimento mais lento", esclarece o ortopedista.

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