Primeiros Socorros

03/08/2015 01:11 - Atualizado em 17/01/2017 01:48

Alergia a camarão: Socorro deve ser imediato

A rejeição às vezes demora a aparecer, mas, quando surge, pode provocar até choque anafilático.

POR

Redação

  • +A
  • -A

A alergia a camarão é bastante corriqueira, no Brasil. Difícil quem não tenha um familiar ou amigo próximo que já não tenha se surpreendido com seus desagradáveis sintomas. Em alguns casos, o consumo pode levar até à morte do paciente. A ingestão do crustáceo é considerada a principal causa de ação alérgica grave (anafilática) no país. 

Uma reação alérgica só ocorre após a sensibilização, que acontece quando o indivíduo desenvolve anticorpos específicos contra proteínas contidas na comida. Em ingestões posteriores é que irão surgir os sintomas. E, muitas vezes, o problema demora bastante a aparecer. A pessoa pode já ter comido camarão outras vezes e nada ter acontecido.

A rejeição vai se dando na medida em que o organismo passa a reconhecer a tropomiosina, que é a proteína responsável pelo surgimento do processo alérgico - uma resposta imunológica individual e exagerada a essa substância. O organismo vê a tropomiosina como uma ameaça e passa a produzir anticorpos para combater a espécie invasora.

alergia a camarao

Os sintomas tendem a ser leves ou moderados. A pessoa passa a apresentar quadro de mal-estar, fadiga, tontura, dor de barriga, queda da pressão arterial, coceira e vermelhidão na pele. Também sofre com inchaço nas mãos, nos pés, no rosto (olhos, lábios e boca) e na garganta.

Reações da alergia a camarão

Em casos mais graves, há reação extrema e o paciente tem anafilaxia. O choque anafilático pode atingir os sistemas circulatório, respiratório e imunológico. Além de provocar vômitos, a pressão arterial cai, e a respiração é prejudicada, com chiado no peito, tosse, espirro, náusea e dor abdominal.

Em certos casos, a sensibilidade pode ser tamanha que os sintomas surgem já no contato do camarão com a pele, ou apenas com a inalação do vapor do alimento que está em cozimento. O atendimento médico deve acontecer com urgência para que não fiquem sequelas.

O diagnóstico da alergia a camarão é baseado na história clínica da pessoa, através de testes físicos e complementado com exames de sangue e de pele. Detectada a doença, é preciso tomar cuidado ao ingerir outros frutos do mar, como crustáceos (caranguejo, lagosta e lagostim) e moluscos (ostra, lula, polvo, marisco e mexilhão).

Nesses alimentos, muito consumidos no litoral brasileiro, também há a presença da tropomiosina. Já o peixe não tem essa proteína e sua ingestão é liberada.

Uma vez manifestada, a alergia a camarão fará parte do histórico médico do paciente. A utilização de anti-histamínicos e corticoides ajuda a controlar os sintomas alérgicos. Porém, trata-se de uma ação paliativa, pois a doença não tem cura.

Todo cuidado é pouco

Antigamente, associava-se a alergia a camarão a igual reação ao iodo. Os especialistas confirmam hoje que essa relação não existe e os processos são caracterizados por causas diferentes. A vacina está em estudos, visando ao combate do problema, mas o tratamento atual ainda é considerado alternativo.

Para quem tem alergia a camarão, o cuidado deve ser tomado até em festas onde são servidos diferentes tipos de salgados, pois pode ocorrer contaminação acidental, quando os petiscos são fritos no mesmo óleo, por exemplo.

Nos casos mais graves, como os choques anafiláticos, é necessário internamento hospitalar e aplicação de adrenalina

Você tem alguma alergia alimentar? Como é conviver com a condição? Conte para nós! Você pode ajudar outros leitores na mesma situação. E aproveite para conferir mais dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

TAGS
alergia alimentar
frutos do mar
choque anafilático
tropomiosina

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ