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27/06/2014 09:00 - Atualizado em 06/11/2016 11:33

Vacina contra coqueluche para grávidas também protege o bebê

Vacina contra coqueluche é imprescindível para imunizar recém-nascidos.

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Redação

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Só nos primeiros cinco meses deste ano no Brasil foram mais de 1,7 mil casos de coqueluche. E atenção, gestantes: os bebês fazem parte do grupo de risco. Mas você sabia que a vacina contra coqueluche para grávidas também protege a criança mesmo antes de ela nascer?

Vacina contra coqueluche

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina Tríplice Acelular (DTPa) será disponibilizada gratuitamente para gestantes na rede pública de saúde até o final do ano. Trata-se de uma vacina contra coqueluche, tétano e difteria.

Foto: Shutterstock

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A preferência é que tomem a vacina contra coqueluche mulheres grávidas a partir da 27ª semana. O objetivo principal da medida é reduzir a transmissão da coqueluche entre recém-nascidos, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, quando o bebê é mais vulnerável e não teve a oportunidade de completar o esquema vacinal. 

Depois de nascido, o bebê deve receber a vacina pentavalente, aos 2, 4 e 6 meses de idade, e depois dois reforços da vacina contra coqueluche, tétano e difteria – um aos 15 meses e outro aos 4 anos de idade.

Por que fazer a vacina contra coqueluche

A vacina, quando aplicada em gestantes entre a 27ª e a 35ª semana de gravidez, ajuda a proteger o bebê. Uma vez que a mãe recebe a vacina contra coqueluche, passa a produzir os anticorpos necessários para combate-la, que são passados ao feto pela placenta.

Se um recém-nascido é contaminado e não tem essa proteção, pode sofrer febre, letargia e chegar inclusive a ter uma parada respiratória. As consequências podem ser fatais. Recomenda-se também que quaisquer pessoas que vão ter contato com o bebê – pai, irmãos, avós e babá, por exemplo – também sejam imunizados, para não haver o risco de transmitir a doença para a criança.

A validade da proteção é de 10 anos, então quem foi imunizado há um período maior que esse deve tomar a vacina novamente. Estudos mostram que os principais transmissores da bactéria para bebês são a mãe (de 30 a 50%), os irmãos (em torno de 20%), o pai (cerca de 15%) e os avós (aproximadamente 8%).

Coqueluche é grave em bebês

A coqueluche pode afetar pessoas de todas as idades, mas é mais grave em bebês. Por isso o grupo de maior atenção são as grávidas, visando a proteger o bebê antes mesmo de seu nascimento.

Tradicionalmente, a ocorrência é mais comum em crianças pequenas, mas desde 2010, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), houve um aumento significativo nos casos da doença em adultos e adolescentes no Brasil. Portanto, recomenda-se que a vacina seja reforçada a cada 10 anos, para que a pessoa siga sempre protegida da chamada “tosse comprida”, nome popular da doença. Apenas em 2014, até o dia 10 de maio, de acordo com o governo, foram registrados no Brasil 1.762 casos de coqueluche.

A coqueluche constitui-se de uma doença aguda, causada pela bactéria B. pertussis. Os principais sintomas são o resfriado, coriza e uma forte tosse, que pode durar de 1 a 2 meses. A tosse pode ser seguida de vômitos. É uma doença bastante perigosa em crianças abaixo de 1 ano de idade, podendo levar, nesses casos, a pneumonia, convulsão ou até mesmo dano cerebral e morte.

Em crianças acima dessa idade, adolescentes e adultos, o risco é menor, mas também pode haver complicações. A coqueluche pode ser transmitida por meio da própria tosse, espirros ou fala. O risco de contaminação é maior durante a fase inicial da doença.

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