Mulher

03/06/2015 12:22 - Atualizado em 09/12/2016 05:18

Trombofilia pode causar abortos espontâneos

Quando tratada, trombofilia pode ser curada e aumentar perspectivas para gestações.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Você já ouviu falar em trombose? Ela ocorre quando se formam ou se desenvolvem coágulos de sangue em nosso corpo. Durante a gestação, a mulher fica mais propensa à coagulação devido à trombofilia, uma anomalia no sistema coagulador que predispõe a trombose.

Apesar de ser mais comum na gravidez, o problema pode ocorrer em qualquer período da vida. As consequências da trombofilia comprometem a saúde, levando a coágulos que obstruem os vasos sanguíneos e causam entupimento das veias dos pulmões, do coração e do cérebro.

Na gestante, a tendência à hipercoagulabilidade natural torna mais comum a exposição de mãe e bebê aos riscos, já que a grávida coagula mais sangue para evitar hemorragia após a saída da placenta. Saiba como evitar esse problema.

trombofilia

Detectando a trombofilia

Obesidade, tabagismo, pressão alta, diabetes e uso de anticoncepcionais são considerados fatores de risco para a forma adquirida de trombofilia. Características hereditárias também podem levar à manifestação da doença. Os principais sintomas são a formação de coágulos em qualquer parte do corpo, que são verificados por meio de inchaços, dores, calor e vermelhidão.

Durante a gravidez, o problema costuma ser assintomático, dificultando o diagnóstico. Geralmente, as gestantes que apresentam a propensão à trombose já possuem histórico familiar.

Os abortos espontâneos são uma consequência bastante séria e que, muitas vezes, não pode ser prevista sem exames bastante específicos. Análises sanguíneas de rotina não são suficientes para o diagnóstico.

Considerada um problema grave de saúde, a trombofilia deve ser tratada o quanto antes. Sem tratamento, as consequências podem incluir a morte da mãe e do bebê.

O acompanhamento ginecológico é uma das formas mais eficazes de prevenção. Se a mulher já apresentou abortos em gestações anteriores, assim como deslocamento da placenta e mutações sanguíneas, deve se submeter a exames laboratoriais para detectar o problema.

Tratamento para trombofilia

Muito relacionada à fertilidade, a trombofilia tem um tratamento bem específico que pode resultar, inclusive, em maiores chances de gravidez. Além disso, previne que se formem os coágulos sanguíneos que causam a trombose. Sendo tratada corretamente, a paciente reduz as chances de manifestar embolias pulmonares, problemas cerebrais e infarto.

Aproximadamente 90% das pessoas tratadas conseguem se curar do problema. Na maioria dos casos, são as mulheres em período gestacional que o desenvolvem. Abortos repetitivos e dificuldade em manter o embrião são o sinal mais comum para o diagnóstico, que também é feito com base em exames de coágulo, oxigenação dos tecidos e nutrição fetal.

O principal tratamento consiste na famosa “afinação” do sangue, feita com aspirinas infantis e anticoagulantes. Com o sangue mais fluido, a circulação ocorre de forma mais fácil, combatendo a formação de coágulos. Ao se tratar, a mulher consegue ter uma gestação tranquila e normal, já que os medicamentos bloqueiam o desenvolvimento da trombose.

O uso dos remédios para melhorar a circulação sanguínea é indicado para a maioria das pacientes que já tenham histórico ou indícios de trombose na família.

Mulheres que passaram por abortos espontâneos ou tiveram falha na implantação de embriões também devem fazer avaliações médicas para se submeterem ao tratamento, que pode aumentar a taxa de gravidez em 30%.

Seus exames estão em dia? Conte para nós! E continue acompanhando o Vivo Mais Saudável para conferir outras dicas de saúde.

TAGS
coágulo
trombose
gestação
fertilidade

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ