Mulher

01/10/2015 04:00 - Atualizado em 18/11/2016 09:28

Tenho câncer de mama. E agora?

Após a confirmação da doença, qual é o próximo passo que devo tomar? O Especial Outubro Rosa ajuda você a lidar com a doença.

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Redação

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Após o resultado de câncer de mama, obtido pela biópsia, a estratégia terapêutica será traçada obedecendo inúmeras variáveis, tanto relacionadas à paciente quanto à doença. Fatores como idade, comorbidades clínicas, dentre outros, são circunstâncias individuais que interferem na escolha do tratamento. Da mesma forma, tamanho, extensão, características imunohistoquímicas do tumor são necessariamente avaliados precocemente buscando a melhor otimização terapêutica.


Outubro Rosa: um alerta, uma luta, uma prevenção, uma vida!

As principais ferramentas no tratamento são:

1) Cirurgia: com técnicas cada vez mais conservadoras, poupando boa parte de tecido mamário e linfonodos axilares (há indicações claras de preservação ou resseção de ambos), os tratamentos cirúrgicos deixaram de oferecer características de mutilação à paciente, como não era raro observar com técnicas mais antigas. Além do componente curativo, a atenção estética com reconstruções cada vez mais próximas das condições pré-cirúrgicas conferem às pacientes uma segurança ainda maior de reestabelecimento físico.

2) Radioterapia: aparelhos mais modernos com estratégias inovadoras, a radioterapia mostra-se mais eficaz, tendo suas complicações mais graves como alterações cardíacas cada vez mais episódicas.

3) Hormonioterapia: tratamentos hormonais, seja por redução da produção ou por inativação do estrogênio/progesterona circulantes, são mais conhecidos e capazes de reduzirem ainda mais os riscos de recidiva ou morte pela doença. O prolongamento terapêutico para 10 anos (em situações especificas) conferiu ainda mais proteção às mulheres. Além disso, abordagens com exposição a 2 grupos terapêuticos hormonais sugere que a associação de mecanismos possa ser mais proveitosa que apenas um. Para aqueles pacientes que experimentam resistência ao tratamento hormonal, isto é, em que a doença não é controlada com esta estratégia, também tem a possibilidade de reversão através do conhecimento de vias de ativação celular.

4) Quimioterapia e terapias alvo: provavelmente residam aqui as principais expectativas mediante o câncer de mama, principalmente quando falamos daquelas situações onde o câncer espalha-se (cenário metastático). Embora não haja grandes descobertas em quimioterapias tradicionais citotóxicas, o mesmo não se pode dizer de drogas alvo dirigidas. Baseadas no racional de que a droga deverá buscar aquela característica exclusiva do tumor, essas moléculas não apenas trouxeram um novo cenário ao tratamento, como acrescentaram tempo e qualidade de vida às pacientes doentes. Dentre tantos alvos conhecidos e em estudo, recai sobre o gene her-2 os principais avanços. Esse gene é um dos “motores” da doença, fundamental na manutenção de seu crescimento interminável conferindo características de imortalidade ao câncer. Estudos conseguiram demonstrar que, através da inibição das vias por esse gen reguladas, há uma “desaceleração” tumoral, reportada como vida melhor e mais longa para as pacientes.

 

O acesso a essas novas tecnologias, amparado por conhecimentos cada vez mais precisos e cientes da necessidade de busca contínua por novos aprendizados é que traz um cenário bastante otimista e promissor.

Lembre-se:

Embora tenhamos conseguido avançar de forma impressionante no tratamento do câncer de mama, nada é mais precioso do que evitá-lo. Siga as orientações de prevenção, corra dos fatores de risco e faca exames regularmente. Você pode viver sem câncer.

 

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