Mulher

09/05/2015 04:43 - Atualizado em 06/12/2016 11:11

Taxa de fecundidade diminui entre as brasileiras

Mulheres estão tendo cada vez menos filhos, priorizando trabalho e estabilidade financeira.

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Redação

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Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada entre 2000 e 2015, mostrou que os índices da taxa de fecundidade vêm diminuindo pouco a pouco. Há 15 anos, os números apontavam 2,4 nascimentos por mulher. Hoje, a realidade é de menos de 1,8.

Esses índices, correspondentes ao Brasil, fazem parte de uma tendência mundial de declínio da fecundidade feminina.

Estimando o número de filhos que uma mulher tem ao longo da vida, a taxa de fecundidade é um dado que indica também as perspectivas para o futuro populacional. Principalmente nos países urbanizados, onde as mulheres priorizam a educação e o trabalho antes da constituição familiar, os números vêm caindo.

fecundidade

Por que as taxas de fecundidade diminuem?

Parece que as mulheres preferem ter filhos depois da estabilidade financeira, ainda de acordo com os dados do IBGE. Outros fatores que levam à baixa taxa de fecundidade são a inserção da mulher no mercado de trabalho e o elevado custo para a criação dos filhos.

Além disso, a educação sexual, o planejamento familiar e o acesso aos métodos contraceptivos estão cada vez mais fazendo parte da vida das mulheres, que se preocupam em preparar um terreno para seus filhos.

Entre as mulheres de classe média e alta, principalmente as moradoras de centros urbanos, a presença de filhos é ainda menor. O fenômeno, no entanto, também está atingindo as outras camadas sociais.

As regiões brasileiras que possuem as menores taxas de fecundidade são Centro-Oeste, Sul e Sudeste, respectivamente com indicadores de 1,93, 1,92 e 1,75. No Nordeste e no Norte brasileiro, os índices apresentados são de 2,04 e 2,51.

Realidade brasileira

O Brasil já foi um país que registrou recordes na taxa de fecundidade. O índice, que mostra a média de filhos que as mulheres têm, vem mudando e mostra uma inversão nos dados. Na década de 1960, os indicadores apontavam 6,3 nascidos para cada mulher, mais que o triplo do que é visto hoje.

Gradativamente, de acordo com o IBGE, o país registrou 5,8 em 1970, 4,4 em 1980, 2,9 em 1991, 2,3 em 2000 e 2 em 2006. Os estudiosos relacionam a queda da fecundidade com a expansão da urbanização. No meio rural, as famílias tinham mais filhos para que pudessem ter ajuda no trabalho do campo.

Com os avanços da medicina e a popularização dos anticoncepcionais, tornou-se possível priorizar a qualidade e outros aspectos da vida, antes da formação de uma família.

Existe também uma taxa de reposição, que serve para mostrar a compensação dos indivíduos que habitam o planeta. Em teoria, seriam necessários 2 filhos por casal para substituírem os pais, na taxa de fecundidade de 2,1. O 0,1 seria utilizado para compensar as pessoas que morrem antes de completar a idade reprodutiva.

Com o declínio, pode ser que no futuro existam mais idosos que adultos e crianças.

Quantos filhos você pretende ter? Por quê? Deixe seu comentário! E não esqueça que você sempre encontra novidades de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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