Mulher

19/06/2014 09:00 - Atualizado em 09/12/2016 12:21

Saiba tudo sobre a candidíase na mulher: da prevenção ao tratamento

Cerca de 75% das mulheres têm candidíase uma vez na vida.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Estima-se que cerca de 75% das mulheres terão, pelo menos uma vez, um episódio de candidíase vulvovaginal. E aproximadamente 5% delas sofrerão episódios repetitivos. Por isso, preparamos um pequeno guia para tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto.

O que é a candidíase

A candidíase é uma infecção causada principalmente pelo fungo Candida albicans, que pode acometer as regiões inguinal, perianal e o períneo. Não é considerada uma doença sexualmente transmissível, mas o seu contágio pode ocorrer pelo sexo. A vagina é habitada já em condições normais por várias bactérias e fungos, mas um desequilíbrio fisiológico pode acarretar no crescimento do Candida albicans, fazendo com que a doença apareça. O mesmo pode acontecer na membrana mucosa da boca e na língua, quando o sistema imunológico não controla a quantidade desse fungo na nossa boca.

Causas da candidíase

Foto: Shutterstock

Contágio pode ocorrer através da relação sexual. Foto: Shutterstock

A candidíase geralmente está associada à baixa imunidade, mas há outros fatores que podem favorecer a sua ocorrência, como o uso de medicamentos como antibióticos, corticoides, anticoncepcionais, imunodepressores; gravidez (as mudanças hormonais podem favorecer a proliferação dos fundos); diabetes (devido ao aumento da concentração de glicogênio no conteúdo vaginal); higiene íntima inadequada; roupas íntimas muito justas (que prejudicam a ventilação, favorecendo um aumento na umidade e temperatura do local e criando um ambiente propício ao crescimento dos fungos); consumo exagerado de açúcar e ácidos na dieta; e contágio por meio de relações sexuais.

Sintomas da candidíase

Entre os sintomas da candidíase vaginal, o mais comum é a coceira na vulva. Também pode haver corrimento vaginal anormal – branco, com aspecto semelhante ao do leite talhado e em quantidade variável; ardor; vermelhidão; inchaço vulvar; dor ao urinar e no ato sexual. Os sintomas costumam ter início dias antes da menstruação. O diagnóstico da doença é feito pelo exame clínico ginecológico, exame de laboratório e pelo exame de Papanicolaou. Os homens também podem ter candidíase, e nesse caso os sintomas são manchas vermelhas no pênis, leve edema, lesões em forma de pontos e coceiras.

Tratamento da candidíase

Para o tratamento podem ser receitados antimicóticos e pomadas antifúngicas de uso local. Se não forem suficientes, o consumo de medicamentos por via oral pode ser uma alternativa. No caso de candidíase bucal, o paciente pode enxaguar a boca com uma solução de água oxigenada diluída a 3% várias vezes ao dia. O médico pode prescrever um enxaguatório bucal antifúngico ou pastilhas que ajudam a combater os fungos. Geralmente os produtos são usados por 5 a 10 dias. Pessoas portadoras de diabetes podem eliminar a candidíase apenas com o controle dos níveis de glicemia.

Prevenção da candidíase

Agora que você já sabe o que é a candidíase e os incômodos que ela pode causar, tome os cuidados adequados para preveni-la:

- Procure se alimentar de forma equilibrada e levar uma vida saudável, evitando o abuso de bebidas alcoolicas e cigarro.

- Sempre use camisinha durante as relações sexuais, nunca descuide da sua higiene íntima e não use absorventes internos.

- Tente não usar roupas justas demais, principalmente as íntimas.

- Prefira o papel higiênico branco e sem perfume – na hora de se limpar, traga o papel no sentido da vulva para o ânus, evitando a contaminação por germes que habitam as fezes.

- Não use toalhas e roupas íntimas que ficaram secando no banheiro ou pertencem a outras pessoas.

Você já teve candidíase? Como foi o seu tratamento? Se você tiver dicas, deixe seu comentário e ajude a informar outros portadores da doença.

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ