Mulher

12/03/2016 12:00 - Atualizado em 09/12/2016 07:02

Saiba como secar o leite materno do seio

A produção do leite materno é estimulada por dois hormônios: a prolactina e a ocitocina.

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Redação

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Amamentar a pessoinha que foi gerada por nove meses é um dos prazeres de ser mãe, e que traz benefícios tanto para a criança quanto para a mulher. O problema acontece quando o bebê já deixou de mamar, mas a produção do alimento natural continua alta. Afinal, será que há como secar o leite materno?

Segundo a ginecologista e obstetra Fernanda Escopelli, o processo de desmame costuma acontecer de maneira gradual: “Os intervalos entre as mamadas vão se espaçando e, consequentemente, a produção de leite naturalmente vai diminuindo”. Em alguns casos, porém, o leite não parece sumir. Veja o que fazer em situações assim.

A produção do leite materno

O estímulo sensorial produzido a partir da sucção do mamilo pelo recém-nascido é reconhecido pelo sistema nervoso central, que estimula a produção da prolactina, um dos hormônios responsáveis pelo leite. "Ela ocorre na glândula mamária, a partir da água e dos nutrientes dos sistemas capilar e linfático das mamas” explica Fernanda.

A ocitocina é outro hormônio envolvido na amamentação. Ela também é produzida pelo estímulo da sucção do bebê e é responsável pela ejeção do leite materno pelo mamilo.

como secar o leite materno, se o bebê ainda mama?

Afinal, como secar o leite materno?

Nas situações em que o aleitamento materno é contraindicado, ou quando a amamentação deve ser interrompida de maneira abrupta, podem-se recomendar medicamentos que ajudem a inibir a produção da prolactina. Eles, assim, vão suprimir a lactação e secar o leite armazenado nas mamas.

Mães que são HIV positivo, ou que precisem utilizar medicamentos que não possam ser transmitidos pelo leite para a criança, ou ainda que apresentem doenças graves, são exemplos de indicação do remédio para o controle da produção do leite. O mesmo vale para situações em que o recém-nascido não sobrevive, devido a algum problema congênito.

Vale lembrar que o leite é muito importante para o bebê, mas também traz pontos positivos para a mamãe. Fernanda explica que a ocitocina, hormônio produzido durante a amamentação, ajuda na involução uterina, acelerando a recuperação do parto e contribuindo para a redução do volume abdominal.

A ocitocina, juntamente com a prolactina, atua na redução do estresse materno e possui uma ação positiva sobre os comportamentos sociais, incluindo a ligação materno-infantil. “Menores taxas de negligência materna têm sido observadas quando o aleitamento materno é adotado”, lembra a ginecologista.

A amamentação também traz benefícios de longo prazo à saúde da mulher. “Estudos indicam que há redução no risco de câncer de mama e de ovário, aumento da densidade mineral óssea (o que reduz o risco de osteoporose e de fraturas) e diminuição do risco de doenças cardiovasculares”, resume Fernanda.

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida da criança. Outros alimentos podem ser introduzidos no cardápio do bebê após essa etapa. A amamentação, no entanto, é indicada até os 2 anos.

Viu como secar o leite materno só é necessário em situações específicas? Tirou suas dúvidas? Então aproveite e compartilhe o artigo com seus amigos nas redes sociais! E não se esqueça de conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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