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27/09/2014 09:45 - Atualizado em 25/11/2016 03:40

Rubéola na gravidez: Fique por dentro dos riscos e previna-se

Contrair rubéola na gravidez significa perigo para a mãe e para o bebê.

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Redação

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A rubéola é uma doença contagiosa, causada por um vírus chamado togavírus. Ela costuma causar desconforto e manchas avermelhadas no corpo e não configura perigos para a saúde das crianças e adultos que são infectados.

O grande risco da doença acontece quando ela acomete mulheres grávidas, já que a rubéola congênita é nociva à saúde do bebê. Por isso, vamos conhecer agora os perigos da rubéola na gravidez.

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Como detectar a rubéola na gravidez

A rubéola na gravidez, ou fora dela, é contraída da mesma forma: através do contato com gotículas de saliva ou secreção nasal de pessoas infectadas. A diferença é que, durante a gestação, a mãe passa a doença para o bebê que está dentro do útero e a detecção da rubéola pode acontecer de forma tardia, quando a criança já tiver sido atingida pelo vírus.

Os sintomas da rubéola são muito semelhantes aos apresentados em outras doenças de infecção viral, o que dificulta o diagnóstico certeiro. Dor de cabeça, dores no corpo, desconforto na garganta ao engolir, ínguas, febre, coriza e manchas avermelhadas pelo corpo são os principais sinais do vírus. As manchas são os sintomas mais característicos e por isso dão nome à doença. Rubéola vem de rubro, vermelho.

Assim que a mulher desconfia que foi infectada pelo vírus da rubéola na gravidez, é preciso procurar um médico, seja um infectologista ou o próprio obstetra. A semelhança dos sintomas com os de gripe faz com que o diagnóstico da doença seja feito a partir de um exame sorológico, através da coleta sanguínea.

Os riscos da rubéola na gravidez

A mulher que contrai rubéola na gravidez começa a correr riscos assim que o vírus começa a se desenvolver. O primeiro deles é o aborto espontâneo, que costuma ocorrer quando a gestação está ainda nos primeiros meses. Quando a gravidez já está desenvolvida, a rubéola pode ser causadora de um parto prematuro e até do falecimento da criança, caso ela ainda não esteja bem formada.

Para as gestações que prosseguem mesmo com o acometimento da rubéola, o crescimento intrauterino do feto pode ser mais lento. A má formação no sistema auditivo também é um risco da doença. Os bebês que são atingidos pelo vírus podem nascer surdos. Os olhos também podem sofrer os efeitos da rubéola. Microftalmia, retinopatia e catarata são algumas das avarias mais comuns.

Dos riscos mais graves que a rubéola na gravidez oferece, destacam-se a cardiopatia congênita, a microcefalia e o retardo mental. A fissura orofacial, popularmente conhecida como lábio leporino, também é uma das decorrências do vírus da rubéola.

A doença, depois de contraída, não pode ser tratada de forma a reverter o quadro. Os médicos prescrevem cuidados sintomáticos, com antitérmicos e analgésicos, para aliviar o desconforto, as dores e a febre causa pelo vírus. O repouso absoluto deve ser adotado durante o período mais crítico da doença.

Prevenção

Para prevenir-se da rubéola, o governo brasileiro oferece a vacina que combate a doença de forma gratuita. Crianças de até 15 meses devem tomar uma dose da vacina nos postos de saúde da rede pública, conforme definido em suas carteirinhas de vacinação. Mulheres que queiram engravidar e nunca tenham recebido a aplicação da vacina também devem procurar os postos de saúde e tomar a dose.

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