Mulher

21/08/2014 08:31 - Atualizado em 19/01/2017 09:23

Ressecamento vaginal afeta vida sexual, mas pode ser tratado no dia a dia

Entenda como os cuidados com o ressecamento vaginal podem ajudar na hora do prazer.

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Redação

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O corpo feminino passa por mutações constantes: menstruação, gravidez, menopausa e todas as elevações e quedas hormonais pelas quais o sistema passa. Esses hormônios são responsáveis por muitos aspectos na vida sexual da mulher, desde sua fertilidade até a libido. O fato é que nem sempre o corpo consegue acompanhar essas oscilações e é nesse contexto que surge o ressecamento vaginal. Um fenômeno muito comum, mas pouco debatido.

-ressecamento vaginal-

Não se sabe se é a vergonha por sentir dor no ato sexual ou o medo da reação do parceiro, mas o fato é que cerca de 90% das mulheres que possuem ressecamento vaginal jamais relatam isso para seus ginecologistas, prolongando o sofrimento e inibindo-se de sentir prazer. Mas saiba que essa secura na vagina pode ser devidamente tratada - você só precisa diagnosticá-la.

O que causa o ressecamento vaginal?

O estresse e a menopausa são os principais causadores da complicação, mas não são os únicos responsáveis. Muitas vezes, por causa deles, o desejo da mulher está diminuído e a umidificação não acontece.

Mas existem outros fatores que dificultam a lubrificação. São eles:

- Gravidez

- Aleitamento

- Cansaço

- Uso de antidepressivos

- Ingestão de álcool em excesso

- Uso de nicotina, através de cigarros.

Identificar se você sofre com o ressecamento vaginal é um processo que começa na hora do ato sexual. Geralmente, o principal sintoma é a dor no momento da penetração, que costuma ser seguida de ardência ou sensação de dormência na região da vagina.

As mulheres que possuem baixa lubrificação também são mais suscetíveis a contração de doenças e infecções na vagina e na região uterina e por isso precisam dar atenção ao problema.

Como tratar o ressecamento vaginal

Para tratar o ressecamento vaginal é preciso tomar cuidados diários, inclusive na alimentação. Uma boa dica é preparar uma vitamina com 1 banana, 1 copo de leite de soja e 2 colheres de amêndoas.

A banana é rica em magnésio, um elemento que proporciona a vasodilatação, atuando diretamente no sistema nervoso central. Dessa forma, há mais liberação de hormônios, aumentando a sensação de prazer que consequentemente eleva os níveis de lubrificação vaginal.

Outra forma de amenizar as consequências da baixa umidificação é utilizar lubrificantes vaginais industrializados. Os géis e cremes podem ser encontrados em quaisquer farmácias, são de fácil aplicação e baixo custo. Seu efeito é semelhante a ação da lubrificação natural e impede as sensações dolorosas durante o ato sexual.

Tratamentos com hormônios também podem ser recomendados. O ressecamento vaginal é costumeiramente consequência da baixa produção de hormônios, sendo muito comum no período da menopausa feminina. O ginecologista pode receitar quais as substâncias adequadas para o corpo daquela paciente. A administração de hormônios manipulados aumenta a lubrificação da vagina a longo prazo, portanto no começo do tratamento ainda é indicado o uso dos géis industrializados.

Previna-se

Você também pode evitar a baixa umidificação na vagina.

- O primeiro passo é reduzir a frequência da higiene íntima a duas vezes ao dia, utilizando sabonetes com pH neutro.

- Não utilize protetores diários ou absorventes internos com muita frequência.

- Mantenha relações sexuais regularmente, para estimular a região.

- Utilize cremes vaginais para a hidratação do local.

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