Mulher

22/03/2015 09:55 - Atualizado em 05/12/2016 06:32

Remédios proibidos na gravidez podem ser substituídos

Mulheres devem evitar alguns medicamentos na gravidez, pois eles podem prejudicar o feto.

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Redação

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A Food and Drug Administration (FDA), órgão norte-americano de controle de medicamentos e comida, é responsável por emitir uma lista de remédios proibidos na gravidez. De acordo com a listagem, as drogas são classificadas em categorias D ou X, segundo a gravidade e as consequências que podem provocar para a mãe e o bebê.

Na década de 1950, o uso de medicamentos na gestação culminou em uma tragédia. Mais de 10 mil crianças foram prejudicadas com má formação congênita pelo uso da talidomida.

O episódio serviu para que médicos investigassem mais a fundo os efeitos de substâncias medicamentosas no desenvolvimento de fetos. Confira os principais remédios proibidos na gravidez e que tratamentos são oferecidos como alternativa a eles.

remedios proibidos na gravidez

Conheça alguns remédios proibidos na gravidez

De acordo com a FDA, os remédios proibidos na gravidez com risco X podem provocar anormalidades no feto. Com evidências comprovadas, as consequências de uso são maiores que os benefícios. Portanto, os médicos não recomendam utilizá-los em hipótese alguma. Nessa lista, encontram-se as tetraciclinas, o metotrexato e a penicilamina.

Na categoria de risco D estão os medicamentos que não devem ser utilizados porque provocam riscos em fetos humanos. O uso apenas é permitido em situações de iminência de morte ou casos graves de doenças. Mesmo assim, só devem ser utilizados caso não haja medicamentos para substitui-los, e sob garantia de segurança e eficácia.

Na lista, estão a metadona, a cortisona, o enalapril, a estreptomicina, a primidona, as benzodiazepinas, a hidroclorotiazida, a amitriptilina, a espironolactona, a azatioprina, a fenitoína, a bleomicina, o fenobarbital, o propiltiouracilo, a ciclofosfamida, o cisplatino, a citarabina, a imipramina, o clobazam, o clorambucil, o valproato e outros.

Alternativas aos remédios proibidos na gravidez

Para as futuras mães, recomenda-se que os remédios proibidos na gravidez não sejam substituídos por outras drogas. Terapias comportamentais, exercícios físicos e mentais, bem como alimentação natural são as medidas mais indicadas para combater as consequências típicas da gestação, como enjoos matinais, dores de cabeça e abdominais.

Quando ingere medicamentos enquanto grávida, a mulher expõe o feto aos efeitos das drogas, pois elas podem atravessar a placenta. As prescrições devem sempre ser feitas pelo médico e orientadas pelo obstetra ou pediatra. É direito da gestante solicitar esclarecimento acerca das reações que um ou outro medicamento pode causar em seu filho.

Nos três primeiros meses de gestação, o cuidado com ingestão de remédios deve ser ainda maior. O feto, no início do desenvolvimento, ainda não tem os órgãos formados e as células estão em intenso processo de multiplicação. Como o embrião não consegue metabolizar e eliminar as substâncias dos medicamentos, pode ter a saúde comprometida em função deles.

Os remédios proibidos na gravidez devem ser totalmente evitados, pois são poucas as doenças da mãe que realmente justificam o uso deles. Situações de diabetes, hipertensão e convulsões devem sempre seguir orientação médica para avaliar os riscos e benefícios do medicamento e suas implicações no bebê.

Solicita-se sempre que a mãe realize o pré-natal, faça os acompanhamentos necessários e opte pelos tratamentos terapêuticos, em casos de doenças ou complicações na gestação.

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