Mulher

07/10/2015 02:16 - Atualizado em 30/11/2016 05:19

Reconstrução mamária recupera autoestima de mulheres com câncer

A reparação do seio não é apenas estética. Ela também é decisiva na maneira como a mulher enfrenta a doença.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Quando uma mulher descobre que está com câncer de mama, nem só a sua saúde é afetada. Além do impacto causado pela doença, surge também a dificuldade de aceitar as mudanças que podem ocorrer no corpo, especialmente nos seios. É aí que entra em cena a reconstrução mamária.

Seja realizada logo após a retirada da mama ou anos depois da mastectomia, ela ajuda a recuperar não só a autoestima, mas também a imagem que a mulher constrói de si mesma. E nada melhor que se sentir bem.

médica e paciente antes de reconstrução mamária

O papel da reconstrução mamária

Com a importância simbólica que os seios assumem para a mulher, ver a sua retirada parcial ou total também implica a presença de um sentimento de mutilação e perda.

Ele aparece na vida sexual e na hora de escolher uma roupa, mas principalmente no dia a dia, quando a mulher está a sós e se percebe incompleta, explica a enfermeira Gilze Francisco, presidente do Instituto Neo Mama.

Ela conta que, depois de passar 11 anos mastectomizada e com obesidade mórbida, resolveu fazer uma cirurgia bariátrica e também a reconstrução mamária. Não pelos outros, mas porque merecia. “A libertação da prótese é semelhante ao desapego da peruca. Sou de Santos (SP) e pude voltar a ir à praia, a me sentir bem. Foi um resgate pessoal importante”, destaca Gilze.

Reconstrução mamária é feita pelo SUS

Desde 1999, a reconstrução dos seios é obrigatória pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também através dos planos de saúde privados. Porém, só a partir de 2013 foi determinada a cirurgia imediata após a retirada da mama, desde que existam condições clínicas e técnicas.

Conforme explica a presidente do Instituto Neo Mama, no SUS o modelo mais adotado de reconstrução é através de um retalho, retirado de outra parte do corpo - em geral, do abdômen. Para ela, o problema da técnica é o tempo maior de recuperação, que também aumenta o período necessário para que a mulher se sinta confortável e volte à rotina.

A escolha depende, é claro, da maneira como a mastectomia e o câncer afetaram os seios. Enquanto casos mais simples podem exigir apenas a inserção de uma prótese, em outros mais complexos a técnica utilizada é a do extensor. Nesses casos, é colocada uma prótese vazia, que é preenchida aos poucos e ajuda a aumentar o volume da pele.

tatuagem no lugar de reconstrução mamária

No fim de contas, a principal dica é que exista espaço para diálogo entre o médico e a paciente para só então decidir qual é a melhor alternativa, que nem sempre é a intervenção imediata. Quando a radioterapia ainda está sendo feita, por exemplo, a reconstrução pode prejudicar o resultado estético final.

Tinta no seio, autoestima no rosto

Ainda que as técnicas para reconstruir os seios estejam cada vez mais avançadas, a presença de cicatrizes e a ausência do mamilo e da aréola incomoda muitas mulheres, já fragilizadas pelo câncer de mama. Há também aquelas que preferem não passar pela reparação.

Uma saída criativa tem sido responsável por devolver a autoestima e incentivar aquelas que ainda lutam contra a doença: o uso de tatuagens na região dos seios.

tatuagem no lugar da reconstrução mamária

Você vai participar de alguma ação do Outubro Rosa? Deixe seu comentário! E aproveite para conferir outras novidades do Vivo Mais Saudável para sua saúde e seu bem-estar.

TAGS
câncer de mama
reconstrução do seio
mastectomia
prótese mamária

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ