Mulher

25/04/2015 02:44 - Atualizado em 03/12/2016 06:51

Prolactina em excesso pode causar infertilidade

Hormônio responsável pela produção de leite pode levar a problemas no ciclo menstrual.

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Redação

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Produzida na glândula hipófise, a prolactina é conhecida como “hormônio do leite”. Responsável pela produção do leite materno e pelo desenvolvimento dos seios, ela pode provocar diversos problemas para a mulher, quando aparece em doses altas no sangue. O desequilíbrio hormonal leva ao bloqueio da menstruação e, em casos mais graves, à infertilidade.

Mesmo que a mulher não esteja amamentando, a prolactina desempenha um papel fundamental. Ela é responsável por regular a menstruação e a ovulação, controlando a produção hormonal nesses processos. Por isso, o hormônio deve estar presente na dosagem correta para regular o organismo da mulher e evitar problemas de saúde. Saiba mais.

prolactina

Quando a prolactina pode ser perigosa?

Os sintomas de um desequilíbrio na produção da prolactina começam com a saída de leite das mamas de forma involuntária. Se houver uma alta concentração da substância na corrente sanguínea, ela também pode afetar o funcionamento dos ovários, principalmente no período que antecede a menopausa.

Porém, a hiperprolactinemia (excesso do hormônio) pode acontecer mesmo sem alteração do ciclo de menstruação.

Se o hormônio do leite estiver interferindo no funcionamento ovariano na fase pré-menopausa, o estradiol, que é o principal estrógeno feminino, diminui. A partir de então, sintomas como irregularidade ou ausência de períodos menstruais, ondas de calor, ressecamento da vagina, osteoporose e infertilidade podem aparecer.

Normalmente, o ginecologista ou clínico geral solicita um exame de prolactina no sangue logo que ocorrem as alterações no ciclo menstrual. O valor da substância na corrente sanguínea deve ser de até 20 nanogramas por litro. Passado disso, considera-se um quadro de hiperprolactinemia.

Quando o nível da substância passa de 100ng/l, há risco de desenvolvimento de um tumor, chamado adenoma. Nesses casos, são administrados medicamentos e solicitados exames de ressonância magnética. Caso haja detecção, começam os procedimentos medicamentosos e cirúrgicos, se for o caso.

Por que a prolactina aumenta sua produção?

Existem diversas causas que podem levar ao aumento da prolactina no sangue. As mais comuns são relacionadas ao uso de medicamentos antipsicóticos, antiácidos, antienjoos, e anti-hipertensivos.

Outras causas, mais naturais, podem estar associadas ao estímulo excessivo nos seios, inclusive no ato sexual. Evitar esse hábito é uma forma de prevenção ao aumento do hormônio. O estresse também pode levar a um desregulamento hormonal, sendo necessário que a pessoa busque uma melhor qualidade de vida e terapias alternativas.

O tratamento para reduzir os níveis do hormônio do leite vai depender sempre da causa. Por isso, o exame de sangue não é suficiente. O diálogo com a paciente é o que permite identificar as razões que levaram à produção excessiva.

Se a causa forem as medicações, a suspensão ou a substituição podem ser suficientes para normalizar o quadro. Os prolactinomas são remédios que costumam ser administrados, em conjunto com outros inibidores da substância, para regular os níveis, deixando-os adequados à corrente sanguínea.

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