Mulher

08/03/2016 11:46 - Atualizado em 07/12/2016 02:16

Primeiro transplante de útero é realizado nos Estados Unidos

Procedimento possibilitará a implementação de um embrião por meio da fecundação in vitro.

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Redação

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A medicina mundial segue evoluindo ao redor no mundo. No fim do mês de fevereiro deste ano, nos Estados Unidos, foi realizado mais um transplante de útero, o primeiro em que o órgão procedia de uma mulher já morta. Entenda o caso e a importância dessa procedimento para pacientes que, por algum motivo, não possuem o órgão reprodutor feminino.

mulher fará transplante de útero

Transplante de útero nos Estados Unidos

Uma mulher de 26 anos, que preferiu ter o seu nome preservado, foi submetida a um transplante de útero no Estado de Ohio, nos Estados Unidos. O procedimento ocorreu graças à doação do órgão de uma jovem que morreu de forma repentina e que já havia sido mãe.

A cirurgia faz parte de um teste clínico. Os médicos esperam que ela resulte em operações para outras dez pacientes, todas cuidadosamente selecionadas. Espera-se que, após o ano necessário para a recuperação do órgão, seja possível implantar um embrião no útero de Lindsey (nome fictício) por meio de uma fecundação in vitro.

Mesmo passando pelo transplante de útero, essa é a única forma possível para as pacientes engravidarem. Como elas nasceram sem o órgão, apesar da operação, tampouco possuem trompas de falópio, o que inviabiliza a fecundação por meio da relação sexual.

Procedimento já foi bem sucedido na Suécia

O primeiro transplante desse tipo nos Estados Unidos ocorre dois anos depois da primeira operação realizada no mundo, que aconteceu na Suécia e com um resultado bastante otimista: a mulher que recebeu o órgão deu a luz a uma criança complementa saudável, e o mesmo ocorreu em outros quatro casos posteriores.

Na ocasião, nove suecas receberam transplantes de útero de doadoras vivas, em uma experiência pioneira. Duas das pacientes tiveram que remover os órgãos por causa de complicações e outras três ainda não conseguiram engravidar.

O médico Mats Brannstrom, da Universidade de Gothenberg, que liderava o projeto experimental de fertilidade, disse, na época, que esperava que a nova técnica ajudasse outras mulheres que quisessem dar a luz a filhos.

Anos depois, parece que esse desejo tem tudo para se concretizar. Vale lembra que o experimento incluiu tanto mulheres que nasceram sem útero quanto pacientes que tiveram problemas no órgão, impedindo a gravidez.

Estima-se que cerca de uma em cada 5 mil mulheres nasça sem útero. Uma das causas para isso é a Síndrome de Rokitansky, uma anomalia congênita do aparelho reprodutor feminino. É por essas e outras razões que o transplante é fundamental, pois abre uma oportunidade para aquelas que desejam ter filhos biológicos e não só adotivos.

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