Mulher

15/11/2016 12:41 - Atualizado em 26/06/2017 02:52

OMS aumenta número de consultas do pré-natal

Acompanhamento deve ser feito, a partir de agora, em oito consultas

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Redação

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Como já se sabe, o pré-natal é um acompanhamento fundamental que as futuras mães devem fazer durante toda a gestação. E diante da sua importância para a saúde da gestante e do bebê, a Organização Mundial da Saúde alterou, na última semana, o número de consultas pré-natais. Agora, ao invés de quatro, a recomendação é que se façam oito, sendo a primeira nas 12 primeiras semanas, com visitas subsequentes na 20ª, 26ª, 30ª, 34ª, 36ª, 38ª e 40ª semanas de gestação.

Segundo a OMS, estima-se que, em 2015, 303 mil mulheres morreram por causas relacionadas à gravidez; 2,7 milhões de bebês morreram durante os 28 primeiros dias de vida; e 2,6 milhões de bebês eram natimortos. Os especialistas acreditam que o aumento dos cuidados durante a gravidez pode reduzir significativamente esses números.

A importância do pré-natal

Segundo a ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana, Dra. Ana Lucia Beltrame, o pré-natal assegura o bem-estar da mãe e do bebê, por meio do exame clínico, exames laboratoriais e estímulo de hábitos de vida saudável, como prática de esportes e alimentação equilibrada.

Além disso, nas consultas ainda são realizadas a identificação de fatores de risco para determinadas doenças como, por exemplo, hipertensão, que é a segunda maior causa de mortalidade materna. “É possível ainda detectar doenças como a diabetes, anemia, alterações do crescimento fetal, malformações e infecções que podem levar a danos fetais como sífilis, HIV, rubéola e hepatites e citomegalovírus”, explica a médica. A prevenção e o acompanhamento da gestante diminuem ainda os riscos de nascimentos pré-maturos e índices de mortalidade da mãe e do feto.

Diante de todos esses benefícios, a especialista vê como positiva a alteração no número de consultas: “Com esse número maior, é possível estreitar a relação entre médico e paciente, além de melhorar o monitoramento da saúde da mamãe e do bebê”. A médica alerta ainda que esse é um momento para que a gestante exponha todas as duas dúvidas e preocupações, tão frequentes nesta fase de grandes mudanças físicas e emocionais na vida da mulher.

De acordo com a OMS, apenas 64% das gestantes recebem atualmente os cuidados pré-natais quatro vezes ou mais durante a gestação. Para incentivar mais mães a fazerem o pré-natal da forma recomendada pelos médicos, a ginecologista e obstetra acredita que informação e disponibilidade de consultas são fundamentais. “É preciso esclarecer à mãe sobre a possibilidade de prevenção de doenças, identificando todos os fatores de risco, além do diagnóstico e tratamento precoce. Mas mais do que isso, deve haver também, tanto no setor público como privado, disponibilidade de médicos e exames para que isto possa acontecer adequadamente”, finaliza.

O que você achou dessa alteração no número de consultas do pré-natal? Para receber mais dicas sobre saúde da mulher, não deixe de acompanhar o Vivo Mais Saudável.

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