Mulher

21/03/2015 02:14 - Atualizado em 02/12/2016 04:36

Mutações aumentam risco de câncer de mama

Detectar mutações genéticas nas mulheres auxilia na prevenção do câncer mamário.

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Redação

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Já são 90 os pontos do DNA humano por meio dos quais a mulher pode desenvolver o câncer de mama. As mutações genéticas são responsáveis por diversos casos da doença e, recentemente, cientistas descobriram 15 novas regiões pelas quais o problema pode aumentar.

De acordo com o estudo, que analisou materiais genéticos de mais de 120 mil mulheres, o polimorfismo de nucleótidos simples, mutações orgânicas das mulheres, potencializa as chances de desenvolver o câncer de mama. Saiba mais sobre as causas da doença e como preveni-la.

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Descoberta de mutações ajuda na prevenção do câncer

O principal objetivo das pesquisas é poder encontrar novos meios de prevenção ou tratamento do câncer. Com a investigação realizada por pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer e da Universidade de Cambridge, novas informações acerca dos riscos de desenvolver o nódulo maligno permitem tomar medidas preventivas.

Os marcadores genéticos afetados por mutações mostram quais são as variações nos genes mais propensos à doença. Fazer testes para identificá-los com precisão, assim, permite a criação de estratégias de prevenção, bem como novas pesquisas para o tratamento.

Dados do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) apontam que o câncer de mama é o segundo tipo mais recorrente de câncer no mundo, sendo o principal entre as mulheres. Em 2014, mais de 57 mil casos foram diagnosticados no país.

Quando tratado precocemente, o prognóstico da doença costuma ser eficiente. No entanto, o Brasil ainda possui altas taxas de mortalidade em decorrência do câncer de mama, que é praticamente raro antes dos 35 anos de idade.

Caracterizado por um tumor maligno que se desenvolve na mama, o câncer provoca alterações e mutações genéticas em conjuntos específicos de células mamárias, que começam a se dividir sem controle. Com o crescimento anormal dessas células, tanto o ducto mamário quanto os glóbulos são afetados pela doença.

Mutações genéticas podem ser hereditárias ou adquiridas

Existem dois tipos de mutações que predispõem a incidência de câncer nas mamas. Uma das causas é hereditária e pode ser prevenida em função dos diversos testes já realizados para detecção. Mulheres com casos de câncer na família devem realizar os exames periódicos e procedimentos de monitoria.

Porém, esse tipo de mutação incide pouco no desenvolvimento do câncer. Os genes envolvidos no problema podem ser afetados por hormônios, metabolismo e outros fatores de risco. 

O outro tipo de mutação genética é a adquirida. Durante a vida da mulher, algumas situações às quais ela se expõe favorecem o surgimento da doença. São os exames para encontrar as alterações nos genes que auxiliam a realizar o prognóstico desses casos de câncer de mama.

As principais medidas preventivas são evitar a obesidade, praticar exercícios físicos com regularidade, não ingerir álcool e não se expor à radiação, utilizando sempre protetor solar. Alguns médicos estudam também o efeito dos anticoncepcionais como fator de risco para o câncer, mas a maioria das mulheres o desenvolve a partir de predisposições genéticas.

Quando detectada alguma alteração nas mamas, através do autoexame, é necessário recorrer ao médico, que realizará um exame físico para comprovação. O tratamento dependerá do estágio da doença, mas pode requerer medicamentos e quimioterapia.

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