Mulher

14/11/2014 01:49 - Atualizado em 11/11/2016 11:08

Menos indicada, cesárea é a opção de parto preferida

Cesárea corresponde a 90% dos partos realizados na rede particular de saúde.

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Redação

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A cesárea, cirurgia na qual o obstetra realiza uma incisão no abdômen e no útero da mulher para retirar o bebêsegue como o tipo de parto mais realizado no Brasil. Na rede particular de saúde, chega a corresponder por aproximadamente 90% dos procedimentos realizados, quando o a taxa indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) fica entre 10 e 15 por cento de cesarianas em relação ao parto natural.

Cesárea tem mais riscos

Essas cirurgias são consideradas operações de grande porte, por isso geram mais riscos do que o parto pela via vaginal. Quem se submete a esse procedimento fica mais exposto ao risco de infecções e hemorragias, além de enfrentar maiores dores pós-parto e precisar de um período mais longo de recuperação. Além disso, a cesárea aumenta o risco futuro da ocorrência de placenta prévia em caso de outra gestação e pode aumentar em até 120 vezes a probabilidade de o bebê apresentar problemas respiratórios.

No entanto, muitas vezes, a cesárea acaba sendo o método mais seguro para determinados casos em que a vida da mãe ou bebê está em risco. Essa decisão pode ser tomada durante o pré-natal, quando a mulher manifesta esse desejo ao médico ou nos casos em que ela já apresenta alguma complicação que dificulte o parto natural, mas também pode ocorrer apenas durante o trabalho de parto, com a decorrência de algum risco inesperado. Os exemplos vão desde a posição inadequada do bebê até a piora repentina do estado de pré-eclâmpsia da mãe.

cesarea

Cesárea x parto normal

Atualmente, o elevado índice de realização da cesárea, além dos casos em que a cirurgia se torna inevitável, é atribuído ao medo que muitas mulheres têm de sentir dor. Por desconhecimento do parto natural e de suas vantagens, algumas grávidas costumam acreditar que sem as dores do trabalho de parto estarão mais confortáveis nesse momento tão esperado.

Também existe uma preferência pela cesárea entre uma boa parcela dos obstetras. Os médicos alegam que o acompanhamento de um trabalho de parto natural demanda um tempo que a rede de saúde não consegue remunerar corretamente. Então, muitas vezes, a escolha da cirurgia tem muito mais aceitação junto ao profissional por praticidade também para o médico, que busca orientar sua paciente de acordo com essa visão. 

Apesar da aparente praticidade, a cesariana acaba compensando o pouco tempo gasto na cirurgia ao exigir mais tempo para a recuperação do corpo da mulher. Além de contribuir para a demora na “descida” do leite para a amamentação, o bebê nascido deste tipo de parto também pode demorar um pouco mais para desenvolver alguns reflexos em relação àqueles nascidos pela via normal. 

O importante, quando é possível decidir com antecedência o tipo de parto, é conhecer melhor as duas formas e avaliar, com o obstetra, se o medo da dor, que varia muito de organismo para organismo, pesa mais na decisão do que o bem-estar do bebê e da mãe, não só no instante do nascimento, mas também nas semanas seguintes a ele.

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