Mulher

05/08/2014 09:00 - Atualizado em 11/11/2016 09:20

Medo de amamentar abala mães e pode prejudicar desenvolvimento de bebês

Medo de amamentar é causado por falta de confiança da mãe.

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Redação

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A descoberta de uma gravidez causa nas mulheres uma série de dúvidas, questionamentos e aflições. Mas poucas coisas dominam tanto o imaginário materno quanto a amamentação. Antes mesmo de o bebê nascer, as mães já estão amedrontadas com o momento de alimentar os filhos. O problema é que o medo de amamentar influencia diretamente no desenvolvimento da criança.

medo de amamentar
É normal ter medo de amamentar, mas situação precisa ser resolvida. Foto: Chameleons Eye/Shutterstock
 
O aleitamento materno exclusivo funciona como uma espécie de vacina para os bebês. Através deste leite, a criança recebe os anticorpos e nutrientes necessários para crescer e se proteger de diversas doenças. Esta prática deve ser mantida até os 6 meses de vida. Mas nem sempre isso acontece, e aí começam os problemas.

Medo de amamentar é comum, afirma pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia e pelo Hospital Infantil de Cincinatti, nos Estados Unidos, com cerca de 530 mães, revelou que metade das mulheres sofrem com o medo de amamentar. E foi além, provando que isto está diretamente ligado com a interrupção do aleitamento materno ou com a inclusão de outros alimentos na dieta do bebê

A amamentação é um momento muito especial para a mãe e o bebê. O pequeno já nasce sabendo como realizar a sucção para se alimentar, mas ainda precisa de uma ajuda que a mãe nem sempre sabe como dar. Nas primeiras mamadas, mãe e filho devem estar a sós, para que consigam entender um ao outro sem intervenções externas. 

O medo de amamentar pode prejudicar mais do que a saúde do bebê. Isto porque este é um momento em que a criança recebe o aconchego materno. Em contato com o corpo da mãe, recebendo carinho, o toque afetuoso, o bebê começa a construir a base do seu relacionamento com o restante do mundo. 

Os primeiros dias do período pós-parto costumam ser carregados de tensão e ansiedade quando o leite demora para descer. É importante lembrar que no início da amamentação o bebê receberá apenas o colostro, uma substância amarelada, repleta de anticorpos e proteínas. A descida do leite, chamada de apojadura, leva cerca de 4 dias para acontecer. 

Saiba que no começo o bebê terá fome com muita frequência, já que o colostro é mais denso e produzido em menos quantidade. Com a chegada do leite ocorre uma adaptação natural, e as mamadas receberão um espaço de 3 horas, em média. As mamadas devem durar o tempo que você e seu filho quiserem.

Principais causas do medo de amamentar

As maiores causas do medo de amamentar estão relacionando com a baixa confiança que a mãe possui em si mesma. Os bebês apresentam comportamento e reações muito semelhantes entre si no começo da vida. A perda de peso nos primeiros dias é algo comum, mas que costuma fazer com que muitas mães pensem em desistir da amamentação.

Medo de amamentar
Amamentar é um processo natural e a melhor forma de proteger o bebê. Foto: Shutterstock

Entenda alguns fatos sobre o aleitamento:

- Uma produção suficiente de leite depende da alimentação da mãe, que deve ser saudável e variada. Coma de 3 em 3 horas e evite bebidas como café, chá preto e refrigerantes. 

- Procure dormir o máximo possível. É durante o sono profundo que acontece a produção da prolactina, o hormônio do leite. 

- O corpo humano foi muito bem construído. As mamadas do bebê serão os estímulos necessários para que as glândulas continuem produzindo leite. Se o número de mamadas for diminuído, procure realizar a ordenha ao longo do dia. 

- As mamas muito cheias não proporcionam uma boa pega - procure esvaziá-las um pouco antes de iniciar o aleitamento. 

- Para evitar dores ou rachaduras, passe um pouco do leite nos mamilos após a mamada, e deixe secar naturalmente, sem sutiã. 

Não tenha medo de amamentar. Todas as mulheres podem fazê-lo se receberem um bom acompanhamento desde o pré-natal. Caso você encontre dificuldades, procure ajuda do seu obstetra e de um psicólogo, que lhe ajudarão a entender o que está impondo barreiras ao seu processo.

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