Mulher

14/07/2014 07:00 - Atualizado em 07/11/2016 09:43

Mamografia 3D é a melhor forma de detectar câncer de mama. Veja como é feita

A mamografia 3d é capaz de aumentar em 41% a taxa de diagnóstico dos tumores mamários invasivos.

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Redação

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Você já ouviu falar da mamografia 3D? O procedimento é muito semelhante ao da mamografia bidimensional, mas captura imagens muito mais detalhadas e precisas do seio feminino. Ele combina a mamografia digital com exame de imagem por tomossíntese.

Eficácia da mamografia 3D

A mamografia 3D foi aprovada no Brasil em 2011, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Anteriormente, a FDA (Food and Drug Administration), órgão de regulação alimentar e de medicamentos nos Estados Unidos, já havia atestado que o exame não possui contraindicações.

mamografia-3dFoto: Shutterstock

Um amplo estudo clínico realizado e divulgado pelo periódico norte-americano Journal of the American Medical Association (JAMA) revelou que a mamografia 3D identifica muito mais casos de câncer de mama que o exame convencional.

O procedimento também se mostrou vantajoso na redução de diagnósticos errados. Segundo o estudo do JAMA, houve uma redução de 15% no número de detecções falhas da doença, sejam elas de casos positivos ou negativos.

A técnica recria imagens de um milímetro de espessura, as quais podem ser visualizadas em uma reconstrução da mama em três dimensões.

Na comparação com a mamografia bidimensional, estima-se que a mamografia 3D eleve em 41% a taxa de diagnóstico dos tumores mamários invasivos (aqueles originados no duto mamário) e em 29% a detecção de todos os cânceres de mama.

Mamografia 3D: quando fazer

A mamografia 3D é costumeiramente indicada para casos mais graves ou para confirmar diagnósticos pouco precisos da mamografia convencional. Ela só é realizada se o procedimento tradicional já tiver sido feito. Nestes casos, oferece uma espécie de segunda opinião ao médico para esclarecimento do quadro.

Se a mulher possui mamas de maior densidade, pode ocorrer limitação no exame bidimensional e, nestes casos, a mamografia 3D é muito recomendada, pois possibilita uma melhor visualização.

Apesar de aprovada no Brasil, o método não integra a relação de procedimentos cobertos por planos de saúde, segundo o previsto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).Dessa forma, quem desejar um diagnóstico mais preciso, terá que arcar com cerca de R$ 500 - que é o custo estimado do exame.

Como é feita

Nada muda para a paciente na realização da mamografia 3D, em comparação com o exame convencional. O que se altera é o aparelho que irá executar o procedimento.

Para o exame, o equipamento irá comprimir a mama entre 7 e 10 segundos. O número de tomadas varia conforme for a indicação do médico radiologista. Em cada uma delas, a imagem em três dimensões vai sendo formada, o que acontece devido à movimentação de um tubo de raio-X.

Tanto no exame em três dimensões quanto no convencional, o resultado é emitido na hora. Contudo, a análise dos resultados deve ser feita de maneira criteriosa, por especialistas e fazendo uso de monitores de alta resolução.

É importante saber ainda que a nova modalidade emite uma quantidade maior de radiação. Além disto, a paciente fica exposta por um período maior de tempo, mas que está dentro dos padrões internacionais de segurança.

Você já fez algum tipo de mamografia? Como foi o seu exame? Se você possui alguma dica útil para as mulheres, deixe o seu comentário.

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