Mulher

03/12/2014 10:48 - Atualizado em 09/12/2016 01:53

Incidência do câncer de colo de útero diminui no Brasil

Apesar da queda no número de casos, câncer de colo de útero ainda é uma das principais causas de morte de mulheres.

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Redação

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O câncer de colo de útero ainda é uma das principais causas de morte de mulheres no Brasil. Mas a a incidência de casos da doença apresentou queda nos últimos anos: passou de 5,04 casos a cada 100 mil mulheres em 2002 para 4,72 casos em 2012.

Diagnóstico precoce do câncer de colo de útero

Também conhecido como câncer cervical, o câncer de colo de útero é uma doença de evolução lenta que geralmente se manifesta em mulheres acima dos 25 anos. Seu principal causador é o papilomavírus humano (HPV), que também infecta homens e está associado neles ao surgimento do câncer de pênis.

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Felizmente, estudos recentes mostram que cerca de 40% dos casos registrados no país são de lesões precursoras do câncer, ainda restritas ao colo e que não desenvolveram características de malignidade. Quando diagnosticada ainda nessa fase, a doença pode ser curada quase que na totalidade dos casos.

Quanto aos tumores malignos, existem dois tipos mais frequentes, ambos associados à infecção pelo HPV. São os carcinomas epidemoides, que correspondem a 80% dos casos registrados, e os adenocarcinomas, responsáveis pelos outros 20%.

Fatores de risco para o câncer de colo de útero

O HPV representa o fator de maior risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero. Apesar de existir mais de uma centena de subtipos diferentes desse vírus, não são todos os que estão associados ao desenvolvimento da doença. São classificados como de alto risco os subtipos 16, 18, 45, 56; de risco intermediário, os subtipos 31, 33, 35, 51 e 52 e de baixo risco os subtipos 6,11,41,42 e 44.

Mas alguns outros hábitos e fatores, como relacionar-se com múltiplos parceiros sexuais sem camisinha, más condições de higiene da mulher e do parceiro e também o fumo fazem parte dessa lista.

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Sintomas da doença

Uma vez presente no organismo, o câncer de colo de útero demora a apresentar sintomas. Os mais recorrentes, na fase inicial, são o sangramento vaginal, especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa, e o corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro.

Já nas fases mais avançadas da doença, é possível identificar a presença de massa palpável no colo de útero, ocorrência frequente de hemorragias e dores lombares e abdominais.

Para o correto diagnóstico do câncer de colo de útero, é essencial a avaliação ginecológica, através da colposcopia e do exame citopatológico de Papanicolaou, que devem ser realizados periodicamente.
Na fase em que a doença não apresenta sintomas, é o exame de Papanicolau, que detecta a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-câncer.

No entanto, somente a biópsia é capaz de indicar a malignidade das alterações. A partir dela, é possível identificar o subtipo do vírus, além do tamanho do tumor e sua localização. Pode ser feito ainda algum exame de imagem, como uma tomografia ou ressonância magnética.

Dessa forma, é essencial que a mulher seja permanentemente acompanhada por um ginecologista e orientada sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de colo de útero, procurando fazer o exame de Papanicolaou nas datas previstas e sem esquecer que a camisinha segue sendo uma aliada essencial na prevenção não apenas da contaminação pelo HPV, mas também por outras doenças sexualmente transmissíveis.

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