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30/08/2015 11:17 - Atualizado em 03/01/2017 11:44

Histeroscopia: Veja quando realizar o exame

Procedimento auxilia no diagnóstico de patologias, visualizando a condição interna do útero.

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Redação

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A histeroscopia é um importante aliado na saúde feminina, que pode ajudar no diagnóstico precoce de uma série de problemas. Feito no interior da cavidade uterina e do canal cervical do útero, o exame é realizado por meio de uma endoscopia ginecológica.

Capaz de identificar possíveis causas de infertilidade e abortamento, a histeroscopia possibilita saber qual a condição do interior do útero. Além disso, ele contribui para o diagnóstico de patologias uterinas, como endometriose, tumores ou outros problemas.

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Quando a histeroscopia é indicada

O exame de histeroscopia pode ser dividido entre o diagnóstico e o cirúrgico. O primeiro é considerado um processo ambulatorial, que pode ser feito com ou sem anestesia local. Com ele, é possível avaliar a cavidade uterina, paredes e laterais do órgão. Já o procedimento cirúrgico deve ser realizado no hospital e tem como objetivo a abordagem de uma determinada patologia.

O procedimento pode ser indicado pelo ginecologista em diversos estágios da vida da paciente. Para mulheres mais jovens, que tenham dificuldades de engravidar ou enfrentem sangramento uterino anormal, o exame é bastante comum. Além disso, o aparecimento de miomas também é corriqueiro em idade fértil.

Já para mulheres que estejam na menopausa, a histeroscopia pode identificar pólipo endometrial, hiperplasias, carcinomas, câncer do endométrio ou outras complicações. Vale ressaltar que o procedimento permite a biópsia dirigida de áreas suspeitas. Ele pode ser exigido em uma consulta de rotina, como prevenção, ou na suspeita de algum problema.

Como o exame é realizado

A histeroscopia é realizada com a paciente em posição ginecológica. Ocorre a introdução do histeroscópio pela vagina até a cavidade uterina. O exame não deve ser feito durante a menstruação, pois dificulta a visibilidade das áreas percorridas.

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Pode ocorrer desconforto no abdômen da paciente ou dor, mas, de forma geral, esse costuma ser um procedimento moderado e suportável. O médico poderá recorrer a medicamentos ou anestesias, caso haja necessidade. O exame dura, geralmente, cerca de 20 minutos.

O equipamento possui uma câmera acoplada, que possibilitará ver a parte interna do órgão, ao transmitir a imagem a um monitor. Dependendo da anormalidade encontrada, pode haver retiradas de lesões no ato do exame, sem necessidade de procedimentos mais complexos.

Não existem riscos específicos no exame. Como um procedimento minimamente invasivo, as complicações possíveis são de hemorragias e infecções, mas não são algo comum.

Visite regularmente seu ginecologista

Para garantir mais saúde, consultas regulares com o ginecologista são fundamentais, bem como manter os exames preventivos em dia. O diagnóstico precoce das mais variadas condições contribui para o início imediato do tratamento, refletindo significativamente nas chances de cura.

Caso note alguma anormalidade, não deixe de procurar o seu médico. Um sangramento ou um desconforto podem ser algo simples e sem importância, mas também podem ser um sinal de que algo precisa de algum cuidado especial. O melhor é ficar de olho na sua saúde e, assim, desfrutar de mais qualidade de vida.

Você já passou por um histeroscopia? Foi tranquilo? Divida sua experiência com outras leitoras! E aproveite para conferir mais dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

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exame ginecológico
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