Mulher

20/09/2014 12:00 - Atualizado em 02/12/2016 09:32

Hirsutismo leva ao crescimento excessivo de pelos nas mulheres

O hirsutismo é a causa do crescimento excessivo de pelos em mulheres

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Redação

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Depilar-se não é a tarefa preferida das mulheres, ainda que muitas a tenham como ritual periódico. A sensação de livrar-se dos pelos, porém, é sempre satisfatória. O problema é quando as penugens que encobrem o corpo se excedem, escurecem e engrossam. Quando a produção de pelos se torna demasiada e traz muitos incômodos estéticos, o hirsutismo deve ser investigado como possível causa.

hirsutismo


O que é o hirsutismo?

Definido como o crescimento excessivo de pelos na mulher em áreas anatômicas prevalentemente de homens, o hirsutismo é um problema bastante comum: afeta uma em cada 10 mulheres antes da menopausa. As partes onde o hirsutismo é mais evidenciado são o lábio superior (buço), o queixo, a área das costeletas, o peito, a barriga, as costas e a parte interna das coxas. Atribuído principalmente a causas genéticas, o hirsutismo também é relacionado a disfunções hormonais e até a tumores nos ovários ou nas glândulas suprarrenais.

Quando associado ao desequilíbrio de hormônios, atribui-se ou à hiperprodução glandular ou à utilização excessiva de androgênios (hormônios masculinos) o surgimento progressivo dos pelos. Mulheres que experimentam a elevação dos níveis de androgênios podem perceber ainda aumento de massa muscular, mudança do timbre da voz e, inclusive, calvície.

Durante a menopausa, a mulher pode notar aumento de pelos, principalmente na região do rosto, devido á redução dos hormônios femininos diante dos masculinos.

Endocrinologistas, dermatologistas e ginecologistas costumam ser os profissionais envolvidos com a temática. Conforme estes especialistas, o diagnóstico do distúrbio se dá a partir de exames de sangue, que indicam os índices de androgênios no sangue; ecografia pélvica para checagem dos ovários; e, em alguns casos, exames de imagem da adrenal e testes hormonais.

O hirsutismo pode, ainda, se manifestar como sintoma de Síndrome dos Ovários Policísticos, disfunção caracterizada pelo aumento do tamanho dos ovários, que passam a conter pequenos cistos.
Dentre os tratamentos disponíveis para o hirsutismo, há: o uso de pílula anticoncepcional oral, que passa a balancear os hormônios masculino e feminino no organismo; a utilização de medicamentos anti-androgênios, que reduzem os níveis ou bloqueiam a ação dos androgênios e que têm seus primeiros resultados percebidos entre três e seis meses após o início do tratamento; além de providências para retirada dos pelos, como aplicação de cremes depilatórios; a eletrólise (técnica que, através de corrente elétrica, destrói o folículo piloso desde a raiz); e o laser. O uso de lâminas e cera convencional igualmente pode amenizar a aparência dos pelos enquanto a melhor solução para o hirsutismo é analisada pelo médico.

Tramento do hirsutismo

De forma geral, o hirsutismo é acompanhado de outros sinais: irregularidade menstrual, infertilidade e acne. Portanto, ainda que o dano estético ligado à disfunção requeira cuidado, é preciso ficar atento também a outros prováveis problemas relacionados à produção/distribuição descomedida de pelos. Como demais disfunções metabólicas, o tratamento apropriado do hirsutismo deve ser indicado pelo médico. Independentemente de qual seja a solução apontada, é importante estar ciente de que a interrupção do crescimento dos pelos não acontece do dia para a noite. Para lidar com os problemas proporcionados pelo hirsutismo, é preciso tempo e, sem dúvida, persistência.

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pelos
depilação
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