Mulher

28/03/2015 10:11 - Atualizado em 20/11/2016 12:56

Hipertireoidismo gestacional afeta quem fez tratamento de fertilidade

Os sintomas do hipertireoidismo gestacional podem ser confundidos com os da gravidez.

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Redação

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O hipertireoidismo gestacional é caraterizada pelo hiperfuncionamento da glândula tireoide, aumentando a produção de hormônios tireoidianos. A doença não é muito frequente em grávidas, mas os casos diagnosticados precisam ser tratados ainda durante a gestação.

Uma das causas mais comuns da doença é o tratamento para engravidar, que é feito a partir da reposição hormonal. Mas, com o acompanhamento médico adequado, é possível controlar o hipertireoidismo gestacional e evitar complicações para a mãe e para o bebê.

hipertireoidismo gestacional

Causas e sintomas do hipertireoidismo gestacional

O hipertireoidismo gestacional atinge entre 2% e 3% das grávidas, podendo acometer até mesmo mulheres que nunca tiveram problemas de tireoide antes. Em alguns casos, não apresenta sintomas, mas em quadros mais graves pode trazer complicações sérias e colocar em risco a vida do bebê.

Segundo os dados de uma pesquisa realizada pela George Washington University School of Medicine and Health Sciences, nos Estados Unidos, até mínimas oscilações da glândula da tireoide durante a gestação podem levar ao aborto espontâneo ou a um parto prematuro.

A doença se desenvolve quando a produção de hormônios tireoidianos ocorre de forma elevada durante a gravidez, muitas vezes por conta dos níveis de Beta-hCG, hormônio da gestação. Alguns fatores de risco ainda aumentam as chances de hipertireoidismo gestacional, como o histórico familiar.

Além disso, grávidas que fizeram tratamento para engravidar também possuem mais probabilidade de desenvolver o problema. Isso ocorre porque, durante o processo, a mulher toma hormônios para estimular a ovulação, podendo ocasionar um estímulo maior da glândula tireoide.

Durante a gravidez, os sintomas de hipertireoidismo gestacional podem se confundir com os sintomas da gravidez, pois taquicardia, intolerância ao calor e excesso de suor são comuns nos dois casos. Mas os sintomas mais definidos da doença são ansiedade, tremores, perda de peso e olhos saltados.

Tratamento e prevenção do hipertireoidismo gestacional

O tratamento mais recomendado é definido de acordo com a gravidade do caso e com o período gestacional. Na maioria das vezes, não é necessário tratar, pois, após o nascimento do bebê, a tireoide pode ser normalizada. Porém, para não trazer riscos ao bebê, o hipertireoidismo deve ser controlado durante a gravidez.

Nos casos mais graves, pode ser preciso que a grávida use algumas medicações para controlar a doença. O diagnóstico e o acompanhamento adequados são fundamentais para evitar complicações para o bebê e para a mulher.

Os possíveis agravamentos são pré-eclâmpsia, más-formações fetais, parto prematuro e fetos nascidos com baixo peso. Em 80% dos casos não tratados, ocorre nascimento prematuro ou aborto.

Após o nascimento do bebê, a tireoide pode ser normalizada naturalmente, mas é preciso fazer um controle nos 12 meses posteriores. Como é o hormônio Beta-hCG que estimula a produção de mais hormônios tireoidianos, que levam ao hipertireoidismo, com o final da gestação a tireoide tem grande chance de voltar ao normal.

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gravidez
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