Mulher

07/06/2015 01:14 - Atualizado em 02/12/2016 09:33

Hipertensão na gravidez é mais comum no terceiro trimestre

Saúde do feto é comprometida quando a mãe apresenta hipertensão na gravidez.

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Redação

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Você sabia que a hipertensão na gravidez é um problema bastante comum? Mesmo que a futura mamãe não tenha histórico de pressão alta antes de engravidar, pode se tornar hipertensa durante a gestação. Nesse caso, quando o problema surge após a vigésima semana de desenvolvimento do feto, ele é classificado como hipertensão gestacional.

Por não ser uma doença, a hipertensão na gravidez não possui uma cura específica, mas sim tratamentos com o objetivo de mantê-la sob controle para evitar problemas para o feto e a mãe. Quando é adquirida durante a gestação, tende a permanecer até as 12 primeiras semanas após o parto. Saiba mais sobre a hipertensão das grávidas e as formas de tratá-la.

hipertensao na gravidez

Os diferentes tipos de hipertensão na gravidez

Existem basicamente quatro tipos diferentes de hipertensão na gravidez. O primeiro deles é a preexistente, quando a pressão arterial da mãe já era acima da média antes de engravidar e assim permanece na gestação. Quando é identificada antes da vigésima semana, a hipertensão também é considerada preexistente.

Quando a mulher perde proteínas pela urina e se mostra hipertensa depois da semana 20 de gestação, passa pela pré-eclâmpsia. Esse tipo de hipertensão está geralmente associado a problemas nos rins, no fígado e no sistema nervoso central, ou à diminuição do número de plaquetas no sangue.

A pré-eclâmpsia também pode surgir em outra manifestação do problema, quando está superposta à hipertensão crônica e as mulheres já eram previamente hipertensas. Por fim, a hipertensão gestacional é considerada aquela que surge apenas após a vigésima semana de gestação, sem perda de proteínas na urina ou manifestação de pré-eclâmpsia.

É mais comum desenvolver hipertensão na gravidez a partir do último trimestre. Nesse caso, é exclusiva da gestação e desaparece depois do parto. No entanto, é um fator de risco para que a mulher se torne hipertensa futuramente.

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Riscos e tratamentos

Os riscos são maiores na primeira gravidez, em gestantes com sobrepeso, em mulheres negras, em grávidas acima de 35 anos, em pessoas com histórico familiar de pré-eclâmpsia e durante a adolescência.

Um quadro de hipertensão durante a gestação pode causar alterações no fluxo sanguíneo da placenta, restrição de crescimento no feto, descolamento prematuro da placenta e parto adiantado. Nas mulheres com hipertensão gestacional grave (acima de 160/110 mmHg), as complicações são mais comuns.

O tratamento sempre depende do grau de hipertensão na gravidez. Quando é considerada grave, são utilizados anti-hipertensivos e o parto é realizado antes das 38 semanas. Em alguns casos, é necessário monitorar a mãe e o feto a partir da 34ª semana.

Se o quadro não for grave, abaixo de 160/110 mmHg, a gestante apenas é acompanhada semanalmente para medir a pressão e realizar análise da urina. Diariamente, ela deve medir a pressão arterial, repousar, reduzir as atividades diárias e não utilizar medicamentos anti-hipertensivos. O parto costuma ser realizado normalmente, entre a 37ª e 39ª semana.

Os medicamentos que geralmente são utilizados para tratar a hipertensão não podem ser ingeridos por gestantes. Por isso, o controle da pressão arterial na gravidez é mais complicado. É por isso que apenas em casos graves as futuras mães podem utilizar os remédios, sempre sob orientação médica.

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