Mulher

20/02/2016 02:00 - Atualizado em 01/12/2016 05:37

Hiperprolactinemia faz a mulher produzir leite sem engravidar

Esse problema pode ser causado pelo uso de medicamentos ou por algumas doenças.

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Redação

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A produção de leite para a alimentação do bebê é um dos sintomas da gravidez, mas e quando esse sinal acontece fora do período de lactação? Chamado de hiperprolactinemia, esse problema pode ser causado por diversos fatores e, quando não tratado, acarretar consequências graves, como a infertilidade.

A hiperprolactinemia é o aumento nos níveis sanguíneos de prolactina, hormônio produzido na glândula hipófise. Quem explica é a ginecologista e obstetra Fernanda Escopelli: “Ela tem como principal função a produção mamária de leite, mas também atua na função ovariana”.

Causas da hiperprolactinemia

Segundo Fernanda, existem diferentes fatores que podem causar o aumento da prolactina no sangue. Alguns medicamentos, por exemplo, podem levar à produção exagerada do hormônio. Entre eles, estão: metoclopramida, ranitidina, sulpirida, verapamil, metildopa, fluoxetina, opiáceos, estrogênios e antidepressivos.

O uso de cocaína, anfetaminas e alucinógenos também pode causar essa anormalidade. Ainda, há relatos da disfunção em pacientes com hipotireoidismo, insuficiência adrenal, síndrome dos ovários policísticos, insuficiência renal crônica, cirrose hepática ou tumores de hipófise, como os prolactinomas.

mulher esconde seios com hiperprolactinemia

Os sintomas da hiperprolactinemia geralmente são:

- Galactorreia: saída espontânea de leite pelos mamilos na ausência de gravidez ou fora do período de amamentação

- Amenorreia: ausência de menstruação

- Infertilidade: apenas em alguns casos.

Tratamento adequado para cada caso

É importante que o ginecologista busque entender por quais motivos a mulher apresenta esses sintomas. Diversas perguntas serão feitas para identificar as possíveis causas. Um exame pode ainda ser solicitado para constatar a concentração de prolactina no sangue. Esse mesmo teste é utilizado para detectar a presença de tumores na hipófise.

O tratamento adequado deve ser mantido pelo período recomendado pelo médico. Em caso de hiperprolactinemia secundária ao uso de medicamentos, Fernanda indica a suspensão do uso dessas drogas sempre que possível. Já em situações nas quais a disfunção é causada por alguma doença, deve-se tratar a enfermidade de base para corrigir o distúrbio hormonal.

Alguns medicamentos podem ser indicados para o controle desse hormônio. “Caso os níveis de prolactina permaneçam elevados mesmo assim, devem ser utilizadas medicações agonistas da dopamina, que agem reduzindo as concentrações de prolactina no sangue”, explica a ginecologista.

Pessoas diagnosticadas com tumores de hipófise, como os prolactinomas, também podem optar por esse método. “A ressecção cirúrgica desses tumores é realizada nos casos em que as drogas não se mostram eficazes em reduzir suas dimensões”, acrescenta Fernanda.

Qualquer que seja o caso, é importante sempre seguir as indicações médicas à risca. Exames de rotina também são uma forma de prevenir ou controlar esse e outros problemas de saúde.

Tirou suas dúvidas sobre a hiperprolactinemia? Conte para nós! E aproveite para conferir outras dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

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