Mulher

04/10/2014 08:32 - Atualizado em 31/10/2016 12:59

Hiperêmese gravídica: Quando o enjoo na gravidez se torna anormal

Aprenda a identificar se você sofre ou não de hiperêmese gravídica e conheça o tratamento.

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Redação

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Um dos sintomas mais conhecidos da gravidez é o enjoo. As náuseas e os vômitos que acompanham a gestação assustam até mesmo as mulheres que não estão grávidas. Mas nem sempre esse mal estar é uma decorrência comum do estado gestacional. Vômitos intensos e frequentes podem ser sinal de um distúrbio mais grave, denominado hiperêmese gravídica.

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Os sintomas da hiperêmese gravídica

A expressão hiperêmese gravídica significa excesso de vômito na gravidez. Mesmo que não seja comum, o distúrbio também não é considerado raro, já que atinge entre 0,5% e 2% das mulheres que estão em estado gestacional no mundo. Os sinais do problema começam a aparecer por volta de 5ª semana de gestação e precisam ser observados.

Uma das maiores dificuldades de quem sofre com os enjoos excessivos é saber se eles estão realmente fora do padrão. Mas para detectar isso com clareza é preciso saber primeiro quais são os sintomas do distúrbio, a fim de relacioná-los com as características do enjoo normal, chamado de êmese gravídica. Por exemplo, se você vomita várias vezes por dia, é hora de prestar mais atenção.

Outro sintoma bastante comum na hiperêmese gravídica é a perda de peso. Contrariando a sequência normal das gestações, onde as mães devem ganhar um quilo por mês, nessa disfunção o peso das gestantes diminui entre 5% e 10% do que tinham antes de engravidar. Grande parte do peso perdido se deve à desidratação que ocorre com os vômitos e que é outro dos sintomas do distúrbio.

Anemia e outras deficiências, como de sódio e potássio, também são sinais da hiperêmese. Esteja atenta aos hemogramas. Caso você não costume realizar a coleta de sangue e tiver desconfianças sobre o distúrbio, solicite uma requisição ao seu obstetra.

Tratando a hiperêmese gravídica

Não há nenhum tipo de tratamento que cure a hiperêmese gravídica, já que as próprias causas da doença ainda não foram completamente detectadas. Portanto, os tratamentos procuram aliviar os sintomas e diminuir as probabilidades de vômito. Como a disfunção afeta a capacidade de digestão, medicamentos que cessam as náuseas não costumam ser bem aproveitados pelo corpo.

O primeiro passo é diminuir a quantia de gordura das refeições. Divida os alimentos em seis refeições diárias, com comidas leves e em pouca quantidade. O ritmo da ingestão também faz diferença. Coma aos poucos para que o estômago tenha tempo de receber e de se adaptar ao alimento que precisará ser digerido. A dieta fracionada e equilibrada é uma forma de manter a saúde com o distúrbio.

Ao contrário do que muitos pensam, a hiperêmese gravídica em si não é prejudicial ao bebê, já que os vômitos não são possíveis causadores de abortos. Mas as decorrências da disfunção podem prejudicar o desenvolvimento da criança.

Beba bastante água para evitar a desidratação e isotônicos para repor os minerais perdidos. Após a 16ª semana, os sintomas tendem a diminuir de intensidade e frequência.

E aí, entendeu o que é a hiperêmese gravídica? Então deixe um comentário e acompanhe nossa página no Facebook para ficar ligado em todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

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