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06/04/2015 07:22 - Atualizado em 03/01/2017 12:04

Hábito de comer placenta divide opiniões dos especialistas

Comum entre celebridades, a prática não tem benefícios comprovados cientificamente.

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Redação

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A prática de comer placenta, chamada de placentofagia, está se popularizando entre muitas mulheres, inclusive celebridades. Os benefícios para a saúde não são comprovados pela ciência, mas alguns acreditam que o órgão possui nutrientes e pode ajudar na recuperação da mãe e na preparação para amamentar o bebê.

Apesar de as vantagens e os riscos para a saúde não serem comprovados, muitas pessoas decidem comer placenta após o parto. Essa prática pode ser feita de várias formas e já existem serviços especializados em preparar o órgão para ser consumido.

comer placenta

Entenda o hábito de comer placenta

A placenta é um órgão vascular que une o feto à parede do útero materno, permitindo a passagem de materiais nutritivos e oxigênio para o sangue do bebê, além da eliminação do dióxido de carbono. É considerada um dos subprodutos do parto e, na maioria dos casos, é descartada após o nascimento da criança.

Apesar de comer placenta ser comum entre os animais, não existem evidências antropológicas de que a prática existiu entre humanos. Há registros, sem comprovações, de que a cultura indígena era adepta ao hábito. À exceção de mamíferos marinhos e de alguns domesticados, todos os outros mamíferos consomem os subprodutos do parto.

Em alguns países orientais, existe uma crença de que a placenta possa ter propriedades nutritivas e curativas, e placenta desidratada é usada em remédios tradicionais. Já no mundo ocidental, a prática é mais recente e tem se tornado polêmica devido ao aumento de mulheres adeptas.

A placenta pode ser consumida de várias formas como, por exemplo, cozida, em cápsulas ou como vitamina. Na maioria das vezes, o órgão é cozido, fatiado, desidratado e transformado em um pó, que é encapsulado. O principal motivo para comer placenta é aproveitar os nutrientes e hormônios, além de diminuir o risco de depressão pós-parto.

A prática tem se tornado comum entre algumas celebridades e também para aqueles que seguem a religião da Cientologia. Devido a crenças religiosas e possíveis benefícios para a saúde, alguns famosos como o ator americano Tom Cruise e a socialite Kim Kardashian teriam dito que pretendiam comer a placenta após o nascimento de seus filhos.

Benefícios e riscos de comer placenta

Entre os benefícios que o órgão pode trazer para a saúde estão diminuir o sangramento pós-parto, proporcionar mais energia, ajudar o útero a voltar ao tamanho normal, estimular a produção de leite e prevenir a depressão pós-parto. Acredita-se que a placenta contenha ferro, cálcio, proteínas e hormônios benéficos do pós-parto, como progesterona e ocitocina.

Porém, muitos médicos apontam riscos de contaminação do produto por bactérias potencialmente perigosas. Até hoje, ainda não foram feitos estudos científicos com grupos de controle para comprovar os benefícios e descartar os riscos de comer placenta para os seres humanos.

É recomendado pelos profissionais da saúde que o consumo dos nutrientes e vitaminas seja feito por meio da alimentação ou de suplementação comprovada.

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