Mulher

21/08/2015 03:56 - Atualizado em 07/12/2016 08:36

Gravidez precoce tem relação com baixa escolaridade, aponta IBGE

Pesquisa Nacional de Saúde revela a falta de informação sobre métodos contraceptivos.

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Redação

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Uma gravidez precoce traz uma série de desafios para as jovens mães. A interferência nos estudos - muitas vezes, até com desistência escolar ,- o aumento das responsabilidades e até mesmo dificuldades financeiras são alguns dos problemas enfrentados.

A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em agosto de 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que mulheres com menor nível de escolaridade tiveram o primeiro filho por volta dos 19 anos. Os dados foram colhidos em parceira com o Ministério da Saúde.

gravidez precoce teste de gravidez

Gravidez X escola

Segundo os dados do estudo, 69,2% das mulheres brasileiras entre 18 e 49 anos de idade ficaram grávidas alguma vez na vida. Entre aquelas sem instrução formal ou com Ensino Fundamental incompleto, o índice chega a 87%. Já entre as mulheres com Ensino Superior completo, fica em 56,40%,

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A frequência no uso de contraceptivos também diminui entre o grupo com menor grau de escolaridade. Apenas 46,4% das mulheres com o Ensino Fundamental incompleto usaram algum método para evitar a gravidez, contra 69,7% daquelas que concluíram o Ensino Superior.

O baixo nível de escolaridade contribui para a falta de informação sobre os métodos que evitam a gravidez indesejada. Apesar de algumas garotas saberem da existência deles, falta instrução na hora de administrá-los.

A busca por acompanhamento médico durante a gestação também foi representada na Pesquisa Nacional de Saúde. O estudo mostrou que, felizmente, 97,4% das mulheres que deram a luz entre 2012 e 2013 buscaram atendimento para o pré-natal.

A interrupção nos estudos é um dos dados mais preocupantes da gravidez precoce. O levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013 mostrou que havia no Brasil 5,2 milhões de meninas de 15 a 17 anos. Desse número, 414.105 já tinham pelo menos um filho. No entanto, apenas 104.731 estudavam, enquanto 309.304 estavam fora da escola.

Evite a gravidez precoce

Uma gravidez planejada contribui para uma maior segurança para a mãe, um orçamento mais definido e maior capacitação para enfrentar o grande desafio que é criar uma criança. Para que isso seja possível, os métodos contraceptivos são eficazes e possibilitam que as mulheres se protejam de uma gestação indesejada.

O preservativo é um dos métodos mais tradicionais e simples. Com um revestimento de borracha fina, ele é colocado no pênis, evitando que o esperma entre em contato com a vagina. Além de prevenir a gravidez, esse método impede o contágio por uma série de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Já os contraceptivos orais (pílulas) também são bastante eficazes e populares. Eles inibem a ovulação e dificulta a passagem dos espermatozoides, impedindo, assim, a fecundação do óvulo.

As tabelinhas, por sua vez, fazem um cálculo estimativo sobre o período fértil da mulher, identificando em quais dias a relação sexual deve ser evitada. Porém, este é um método com uma alta taxa de falha e pode não ser a melhor ideia para quem busca evitar a gravidez precoce.

Além desses, outros métodos como adesivos, anéis vaginais, diafragma ou DIU também oferecem mais segurança para a mulher.

Previna-se e oriente familiares jovens para que façam o mesmo. Uma gravidez precoce gera uma série de consequências não apenas para a mãe, mas para a criança. Trazer um ser ao mundo demanda responsabilidade e comprometimento.

Você conhece algum caso de gravidez precoce? Acha que poderia ter sido evitada? Deixe sua opinião nos comentários! E continue acompanhando o Vivo Mais Saudável para conferir outras dicas de saúde e bem-estar.

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