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28/02/2016 11:00 - Atualizado em 04/12/2016 07:26

Exame do cotonete deve fazer parte do seu pré-natal

Bactéria Estreptococo B, detectada no exame, pode ser eliminada antes do parto.

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Redação

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O acompanhamento pré-natal é importante para a saúde tanto da mãe quanto do bebê. Entre os testes realizados, está o exame do cotonete, um procedimento que coleta material das regiões vaginal e anal da grávida.

O teste procura identificar a presença ou a ausência de micro-organismos que podem ser perigosos para a criança. Saiba mais a seguir.

exame do cotonete

O que o exame do cotonete pode prevenir

A bactéria identificada no exame do cotonete é chamada de Estreptococo B. Segundo o Departamento de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, o organismo, também conhecido como EGB, foi identificado nos Estados Unidos na década de 1960 e responsabilizado pela maior parte das mortes precoces nos anos 70.

Com o objetivo de evitar as graves consequências causadas pela bactéria, o teste do cotonete foi desenvolvido para garantir que a contaminação da criança possa ser prevenida. É que a EGB é responsável por uma doença chamada sepse neonatal precoce, que afeta o sangue do feto e pode comprometer o sistema respiratório.

Pneumonia e meningite são algumas das consequências da sepse, podendo evoluir para quadros graves e até fatais nas crianças recém-nascidas. Segundo a SBP, 80% das infecções por EGB se manifestam ainda nos primeiros sete dias de vida, agravando os riscos. Por isso, a prevenção é tão importante.

Como a possível infecção só ocorre durante o parto, o resultado positivo do exame do cotonete, que indica a existência do Estreptococo B na região vaginal, não é motivo de preocupação durante a gravidez. Segundo a SBP, existem maneiras de evitar o contato do bebê com a bactéria antes do nascimento.

O exame é importante, então, para que a mãe possa solicitar os tratamentos preventivos quando chegar à maternidade. Conforme a entidade, é possível realizar um processo de antissepsia do canal de parto com soluções de gluconato de clorexidina e ainda administrar antibióticos intravenais para eliminar as colônias de EGB.

A mãe que tem o resultado positivo no teste, mesmo que tenha realizado os tratamentos preventivos, deve ficar atenta aos sinais do bebê nos primeiros sete dias. Desconforto respiratório, temperatura corporal muito alta ou muito baixa, frequência cardíaca acima de 90 BPM, choque séptico, pneumonia e meningite são sintomas indicados pela SBP.

Como é feito o exame do cotonete

A realização do exame do cotonete deve ser solicitada pelas gestantes aos médicos que realizam o acompanhamento pré-natal. É fundamental, segundo a SBP, que o teste seja feito entre a 35ª e a 37ª semana de gestação, já que a bactéria pode surgir e desaparecer várias vezes ao longo da gravidez, mas só é preocupante se for detectada no período próximo ao parto.

O nome do teste é relativo ao equipamento utilizado para coletar o material do canal vaginal e da região anal, que é semelhante a uma haste flexível. O material é enviado a um laboratório, que faz análise rápida para evitar que o parto ocorra antes de a mãe ter o resultado.

Você já conhecia esse exame? Que achou do artigo? Deixe sua opinião nos comentários! Aproveite para compartilhar o conteúdo com seus amigos nas redes sociais. E não se esqueça de conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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