Dr. Marcus Renato

ESPECIALIDADE

Puericultura

Pediatria

Amamentação

ONDE ATENDE

Rua Carlos Gois, 375/ sala 404, Leblon - Rio de Janeiro

Dr. Marcus Renato

Apresentação

Pediatra graduado pela UFRJ com especialidade em puericultura, ou seja, nos cuidados com o desenvolvimento infantil desde a fase pré-natal, e amamentacão com atuação clínica no atendimento a nutriz (mulheres na fase de amamentação).

 

 

O que Trata

Pediatria, Puericultura e Amamentação.

Formação Acadêmica

Especialista em Medicina Preventiva e Social pelo IMS/UERJ. Mestrado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. Especialista em Amamentação pelo International Board Certified Lactation Consultant desde 2001. Especialista em Comunicação & Saúde pelo ICICT - FioCruz.

Cargos e Títulos

Docente da Faculdade de Medicina - UFRJ e do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina - UFRJ. Editor do www.aleitamento.com. Organizador do livro “Amamentação - bases científicas” e coautor do livro “Da Gravidez à Amamentação”. Coordenador do Curso de Especialização em Atenção Integral à Saúde Materno Infantil da Maternidade Escola da UFRJ desde 2006. Preceptor da Residência Multiprofissional em Saúde Perinatal da Maternidade Escola desde 2010. Presidente do I e II Congresso Virtual de Aleitamento Materno (2011 e 2013).

Mulher

01/10/2014 01:56 - Atualizado em 21/11/2016 06:01

Estudo mostra que aleitamento materno reduz risco de câncer de mama

Mulheres que amamentam por mais tempo e têm mais filhos estão mais protegidas do risco de ter câncer de mama, segundo um novo estudo publicado na revista científica britânica The Lancet.

POR

Dr. Marcus Renato

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O câncer de mama é motivo de preocupação para milhões de mulheres em todo o mundo. Mas você sabia que as mamães que amamentam seus bebês por mais tempo têm menos risco de ter a doença? Para falar mais sobre o assunto, convidamos o Dr. Marcus Renato, pediatra e especialista em amamentação.

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Os pesquisadores descobriram que se as mulheres em países desenvolvidos amamentarem seus filhos por apenas seis meses a mais do que fazem agora, 25 mil casos de câncer de mama em todo o mundo seriam evitados a cada ano.

"Ontem, você pode ter ouvido que não sabemos quais são as principais causas do câncer de mama", disse Valerie Beral, principal autora do estudo e epidemiologista do Cancer Research, no Reino Unido.

"Agora o que estamos dizendo é que nós sabemos quais são as principais causas do câncer de mama e não sabemos o que fazer a esse respeito ainda.  É complicado", acrescentou.
Pesquisadores compararam dados de 47 estudos em 30 países e descobriram que a incidência de câncer de mama entre mulheres em países em desenvolvimento é menor porque elas tendem a ter mais filhos e amamentam por mais tempo do que aquelas dos países ricos.

O estudo envolveu 50.302 mulheres com câncer de mama e 96.973 sem a doença. De acordo com o estudo, o risco de uma mulher ter câncer de mama diminui em cerca de 43 por cento por cada 12 meses que ela amamentou. O risco caiu mais sete por cento por cada criança nascida.

Beral disse que as mulheres nos países em desenvolvimento da Ásia e da África ainda têm muito mais crianças e amamentam por muito mais tempo do que as mulheres nos Estados Unidos ou na Europa.

"Esta é a principal razão pela qual o câncer de mama é comum nos Estados Unidos e é incomum em países em desenvolvimento", disse Beral. "O número de crianças que as mulheres têm e por quanto tempo elas amamentam é diferente".

Dados fornecidos no estudo mostraram que se as mulheres em países ricos, como Estados Unidos e Grã-Bretanha, têm uma média de 2,5 filhos e amamentam por aproximadamente três meses, seu risco de ter câncer de mama aos 70 anos é de 6,3 por cento.
Isso acontece porque elas terão amamentado por aproximadamente oito meses ao longo da vida.

Ao contrário, as mulheres nos países em desenvolvimento - na Ásia ou na África, por exemplo - que têm seis ou sete filhos e amamentam cada um deles por dois anos, terão amamentado cerca de 13 anos ao longo da vida. Segundo o estudo, seu risco de ter câncer de mama aos 70 anos é de apenas 2,7 por cento - uma redução de mais de 50 por cento em comparação com as mães do mundo desenvolvido.

Eugenia Calle, diretora de epidemiologia analítica da American Cancer Society, em Atlanta, nos Estados Unidos, disse que cientistas, mulheres e os meios de comunicação querem identificar o culpado pelas causas do câncer de mama."As dramáticas mudanças que ocorreram no número de filhos nos últimos 50 a 75 anos realmente podem explicar a grande quantidade de incidência de câncer de mama nos países desenvolvidos", disse Calle.

"Isso deve encorajar as mulheres a amamentar por um pouco mais de tempo.  Você não vai aumentar enormemente os benefícios, mas um pouquinho já ajuda", ponderou. A American Academy of Pediatrics recomenda "aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida da criança e também que essa prática continue por ao menos 12 meses e depois por quanto tempo for mutuamente desejada".

A Organização Mundial de Saúde vai ainda mais longe em suas recomendações, sugerindo que as mulheres continuem a amamentar "por até dois anos ou mais". Beral disse que o estudo não oferece qualquer recomendação, lembrando que "as implicações práticas são muito complexas".

Beral e Calle concordam que seria irreal pensar que as mulheres nos países ocidentais voltariam ao estilo de vida de dois séculos atrás.

"A mensagem é que este estudo nos dá uma razão mais definitiva de que o aleitamento materno é uma forma de reduzir o risco de câncer de mama", disse a doutora Anne McTiernan, do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle, nos Estados Unidos.

(Publicado pelo portal aleitamento.com)

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