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17/04/2015 08:33 - Atualizado em 02/12/2016 09:09

Episiotomia: Entenda quando ela é necessária no parto

Técnica é utilizada acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

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Redação

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Engana-se quem pensa que não há procedimentos cirúrgicos no parto normal. Desde a década de 1940, a episiotomia foi adotada no ambiente hospitalar. O método consiste em um corte entre 5cm e 6cm, realizado na região do períneo para facilitar a saída do recém-nascido.

A episiotomia é recomendada para evitar uma possível laceração irregular na vagina da gestante. Porém, há quem diga que o procedimento nem sempre é necessário. Veja o que você precisa saber antes da hora do parto.

episiotomia

Por que realizar a episiotomia?

O corte cirúrgico na pele e na musculatura do períneo pode evitar roturas ou lacerações irregulares. Ou seja, a passagem do bebê não machuca tanto a região da vagina.

Assim, em vez de uma ferida traumática, é feito um corte regular, o que torna a cicatrização mais precisa. Além disso, é possível que a ampliação dessa região acelere a saída do bebê, fazendo com que os médicos ganhem tempo em cada parto realizado.

Porém, não existem evidências científicas que comprovem maiores benefícios da episiotomia. No Brasil, atualmente ela é praticada em mais da metade dos casos de partos normais (53,5%). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomende fazê-la em apenas 10% dos partos.

Segundo a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), além da cesariana, a episiotomia é o procedimento mais utilizado em obstetrícia no Brasil. Seu uso constante pode acarretar consequências como alterações na cicatrização, infecções, hematomas, lesão do reto ou de nervos da região e dispareunia (dor nas relações sexuais).

episiotomia

A episiotomia dói?

Os tecidos no local do procedimento ficam bem esticados na hora do parto, o que torna fácil a pequena incisão. É aplicada anestesia local, mas os pontos podem doer na recuperação. Uma dica é usar almofadas especiais para quem tem hemorroidas, ou adaptar uma almofada de amamentação para sentar em cima sem pressionar a área afetada.

Algumas mulheres sentem um pouco de dor por uma ou duas semanas, enquanto outras chegam a ter incômodos por um mês ou mais, dependendo da profundidade do corte na área. Nestes casos, elas podem ter também incontinência de gases ou fezes.

Exercícios pélvicos ajudam no parto normal

Peça ao seu obstetra que a oriente durante o pré-natal para a prática de massagem e exercícios musculares do assoalho pélvico. Assim, você pode alcançar controle no nível de contração e relaxamento do períneo para obter a ampliação suficiente do canal do parto, no momento da saída do bebê.

Os exercícios indicados também ajudam na tonificação e no fortalecimento do períneo, o que facilita a recuperação e reduz o desconforto após o parto. Experimente realizar movimentos de agachamento desde o quarto mês de gestação, assim como caminhar durante todo o trabalho de parto.

Outra prática indicada e que está apoiada em estudos clínicos comparativos é adotar o parto vertical ou na posição de cócoras, cuja evolução é mais rápida e mais confortável. Essas modalidades facilitam a ampliação do canal do parto, não requerendo qualquer intervenção complementar.

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