Mulher

24/03/2016 02:45 - Atualizado em 03/12/2016 06:19

Epilepsia em mulheres compromete a gravidez? Descubra

Procedimentos médicos devem ser adotados durante a gestação para evitar malformação fetal.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Distúrbio neurológico crônico, que se expressa por crises recorrentes, a epilepsia em mulheres, especialmente gestantes, exige ainda mais cuidados. É que o uso de medicações para tratar a doença pode envolver o risco de malformação do bebê.

De acordo com especialistas, a ocorrência de más-formações fetais na população geral fica entre 2% e 3% das gestações. Em pacientes epilépticas que façam uso de medicamentos específicos durante o período de gravidez, esse risco sobe: de 3% a 10%.

epilepsia em mulheres: grávida toma remédio

Epilepsia em mulheres: Cuidados na gravidez

Apesar do aumento do risco de más-formações fetais, as mulheres com esse distúrbio neurológico e que estejam em idade fértil não precisam se preocupar antes da hora. As chances de o bebê nascer saudável são muito grandes. É o que defende a presidente da Liga Brasileira de Epilepsia, Adélia Henriques Souza.

“O bebê terá um desenvolvimento normal, principalmente se as recomendações simples feitas pelo médico forem seguidas”, completa a neurologista. Existe uma chance em 90% dos casos de a criança nascer sadia, sem qualquer problema de formação.

Segundo a especialista, entre as recomendações, está o uso de ácido fólico. Ele deve ser administrado pelo menos três meses antes da gravidez e mantido no primeiro trimestre da gestação.

Outro cuidado é com o ajuste e a divisão das dosagens da medicação da paciente. Devem-se evitar os picos sanguíneos do medicamento.

A amamentação é outro ponto que merece cautela. O aleitamento deve ser estimulado de forma a evitar o cansaço excessivo. Deve-se tentar ao máximo dormir regularmente à noite e amamentar sentada. Se, por acaso, o recém-nascido apresentar efeitos adversos importantes, a amamentação materna deve ser reduzida - se necessário, até suspensa.

Purple Day: Conscientização sobre a epilepsia

A epilepsia em mulheres e homens ainda é rodeada de mitos, estigmas e crenças populares. Por esses e outros motivos, foi criado o Purple Day, o dia mundial de conscientização sobre a doença. A data é celebrada no dia 26 de março, próximo sábado.

A ocasião foi instituída em 2008 por Cassidy Megan, na época com 9 anos, em Nova Escócia, no Canadá, com a ajuda da associação de epilepsia local. Em 2009, a Fundação Anita Kaufmann, sediada nos Estados Unidos, tornou-se parceira do movimento. No Brasil, o Purple Day está presente desde 2011.

Devido às crises que a doença provoca, há um preconceito histórico muito grande ao redor de pessoas com epilepsia. No ano passado, a doença foi colocada como prioritária na agenda da Organização Mundial da Saúde (OMS), com o intuito de juntar esforços e mitigar a mácula que ela carrega.

O distúrbio neurológico, segundo a entidade máxima em saúde, atinge atualmente 50 milhões de pessoas no mundo. Aqui, estima-se que haja entre 1,8 milhão e 3,6 milhões de portadores.

Aprendeu um pouco mais sobre epilepsia em mulheres? Então aproveite para compartilhar o artigo nas redes sociais e colabore para diminuir o preconceito! Não se esqueça, ainda, de conferir outras dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

TAGS
distúrbio neurológico
gestação
ácido fólico
purple day

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ