Mulher

30/09/2014 06:33 - Atualizado em 07/12/2016 09:49

Entenda o que é mastologia, saiba a importância do autoconhecimento da mama e os tratamentos que combatem o câncer

Por Dra. Mônica Travassos, mastologista e diretora da Sociedade Brasileira de Mastologia.

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Redação

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1. O que é mastologia e com que frequência a mulher deve ir a um mastologista?

A grande maioria das pessoas são sabe o papel de um médico mastologista. O mastologista é médico especializado, dedicado à saúde das mamas, examinando, diagnosticando, tratando, operando e controlando este orgão. A mulher assintomática (ou seja, que não apresenta nenhum sintoma na mama) deve procurar o mastologista a partir dos 35 anos de idade. Aquela que apresentar quaisquer alterações na mama, independente da idade, deve procurar o especialista para uma melhor avaliação e recomendação de conduta. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a primeira mamografia a partir dos 35 anos e, a partir dos 40 anos, ela deverá ser anual.

2. Qual é a importância do autoconhecimento da mama?

É importante que a mulher saiba notar algo que esteja diferente na mama. Pois ela que é capaz de identificar qualquer alteração a qualquer momento no seu corpo, em especial nas suas mamas.

O autoconhecimento é um termo mais apropriado, pois o autoexame detém uma responsabilidade nas mãos da mulher muito grande. E ao invés de ajudar, por vezes, impõe o medo de um futuro tratamento. O autoconhecimento pode ser realizado mensalmente, depois do período menstrual, embaixo do chuveiro com as mamas ensaboadas. A mulher deve deslizar os dedos sobre as mamas.

A mulher que não menstrua podem fazer isso, numa data fixa, por exemplo todo dia 10. Caso, ao tatear a mama, seja identificada qualquer massa dura, uma parte mais densa de pele, algo irregular que não se mova ou um nódulo, que não era sentido antes, procurar um mastologista. Não ter medo é a forma mais adequada e segura de agir.

3. Na consulta ao mastologista, o que acontece?

A anamnese é a primeira parte da consulta. Nada mais é que uma entrevista que o médico faz para saber de hábitos, histórico de saúde e familiar, além de outros fatores. O segundo passo é o exame físico da mama. Geralmente, é solicitado exames complementares como mamografia e/ ou ultrassonografia, dependendo do caso a ressonância magnética das mamas pode ajudar no diagnóstico.

A punção já é uma outra etapa do diagnóstico, trata-se de uma biópsia que pode ser orientada ou não (por mamografia, ultra ou ressonância). O material coletado é avaliado pelo patologista para identificar se a alteração encontrada é benigna ou maligna.

Quando o resultado é maligno, a paciente é orientada a exames pré-operatórios para a retirada cirúrgica do nódulo que pode atingir desde um quadrante da mama, que é uma cirurgia conservadora (quadrantectomia), ou a mama toda. Neste segundo caso, seria realizada uma mastectomia com possível reconstrução imediata da mama (ou seja, no mesmo tempo cirúrgico). Devemos lembrar que, para avaliar o prognóstico da doença, é necessária a avaliação linfonodal. Hoje em dia, temos a avaliação do linfonodo sentinela, que seria o primeiro linfonodo (ganglio) a receber as células tumorais, provenientes do tumor primário.

A radioterapia é um tratamento local, adicionado às cirurgias conservadoras (onde resta tecido mamário, por exmplo quadrantectomia) ou em alguns casos de tumores localmente avançados e com vários linfonodos comprometidos.

quimioterapia é um tratamento sistêmico, depende muito do caso. Ela pode ser depois do tratamento local (cirúrgico),  que se chama  adjuvante, ou antes da cirurgia que se chama de neo-adjuvante para diminuir o tamanho do tumor. O objetivo é fazer uma cirurgia conservadora ou tornar a mama operável. 

A hormonioterapia também é uma forma de tratamento sistêmico porém por via oral (normalmente realizada por 5 anos).

O tratamento do câncer de mama, em contexto geral, seria:

Cirurgia, radioterapia ou não, quimioterapia e /ou hormonioterapia. Tudo depende do tipo tumoral, status linfonodal, metástases (quando as células se proliferam em outros orgãos) ou não e sub-tipo molecular.

Em via de regra, o seu mastologista está capacitado para responder todas as dúvidas e orientar nas decisões terapêuticas. 

4. Infertilidade é um risco real para mulheres com câncer de mama?

Para mulheres jovens, que ainda não foram mães, é indicado um centro de reprodução humana. Onde é feito o congelamento de óvulos antes do início do tratamento para uma fecundação futura após 5 anos de tratada. Lembrar que isto é apenas uma precaução. É sabido que algumas pacientes engravidaram mesmo depois do tratamento do câncer de mama com quimioterapia.

 5. Está cada vez mais comum diagnosticar câncer de mama em mulheres na casa dos 30 anos? Por quê?

Entre os principais fatores, podemos avaliar que: os diagnósticos estão cada vez mais precisos. Logo, é possível identificar maior número de casos de câncer em geral. Sabemos que muitas mulheres estão retardando a gravidez em prol do sucesso profissional, engravidando mais tarde. Tendo mais ciclos ovulatórios, sem fecundação. O não aleitamento também é outro fator de risco de câncer de mama e, sem dúvida, o estresse somado à má alimentação, falta de exercícios físicos e ao excesso de álcool, novos hábitos que norteiam a mulher moderna.

Não existe uma causa real do câncer de mama, mas uma vida saudável, com: boa alimentação, exercícios físicos e descanso é uma condição ideal para a saúde perfeita e, consequentemente, a saúde da mama.

Fica a dica: Quem ama cuida!

Saiba mais informações no site da Sociedade Brasileira de Mastologia.

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