Mulher

25/06/2015 01:16 - Atualizado em 07/12/2016 10:15

Doença inflamatória pélvica causa dores e secreção vaginal

Doença pode provocar desenvolvimento do feto fora do útero e dores durante a relação sexual.

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Redação

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Conhecida também pela sigla DIP, a doença inflamatória pélvica ocorre nos órgãos genitais da mulher, comprometendo as trompas, os ovários e o útero. É mais comum entre os 20 e os 35 anos, sendo adquirida através do sexo quando uma bactéria se instala no organismo.

Os agentes mais comuns que provocam a infecção são a Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhea, transmissores da clamídia e da gonorreia.

A DIP costuma se desenvolver como uma complicação de doenças sexualmente transmissíveis, provocando casos de gravidez ectópica, quando o feto se desenvolve fora do útero. Além disso, dores na região pélvica e infertilidade também são possíveis consequências.

Saiba como a doença inflamatória pélvica é contraída, quais os tratamentos e as formas de prevenção.

doenca inflamatoria pelvica

Transmissão e sintomas da doença inflamatória pélvica

A doença inflamatória pélvica é transmitida, na maioria das vezes, em relações sexuais desprotegidas. Porém, a pessoa pode contraí-la também por meio de procedimentos realizados na área ginecológica, como inserção do dispositivo intrauterino (DIU), biópsia do endométrio, histeroscopia, curetagem uterina, abortos e o próprio parto.

O principal sintoma da DIP é o corrimento vaginal, também chamado de leucorreia. Essa secreção que sai da vagina pode ter cor, cheiro e consistência diferente em cada mulher.

Além disso, dores no abdômen e cólicas logo no início do período menstrual podem ser sentidas. Febres, calafrios, sangramento irregular durante a menstruação e dores na relação sexual também são recorrentes.

Para diagnosticar a doença, o ginecologista solicita um exame físico que identifica as características do corrimento vaginal. O profissional verifica também as dores abdominais e o útero para diferenciar essa de outras condições com sintomas semelhantes, como a apendicite e a gravidez ectópica.

Hemogramas, teste de clamídia e gonococo e ecografias pélvicas podem ser solicitados para completar a análise.

Tratamento e prevenção da DIP

O tratamento da doença inflamatória pélvica é feito com antibióticos, administrados por via oral ou intramuscular. O processo dura aproximadamente duas semanas, durante as quais a paciente deve permanecer em repouso, evitar o contato sexual e remover o DIU, se for necessário.

É comum os médicos recomendarem o uso de Azitromicina, o principal antibiótico para controle da doença inflamatória na pélvis. Além desse, Levofloxacino, Ceftriaxona e Clindamicina são outros medicamentos indicados com frequência.

Se a melhora não ocorre em três dias, pode ser necessário uma internação e acompanhamento médico intensivo. Uma cirurgia pode ser necessária caso as tubas uterinas inflamem, ou para drenar os abscessos.

O parceiro da mulher com doença inflamatória pélvica também deve realizar o tratamento, tomando os cuidados mesmo que não manifeste os sintomas. Dessa forma, é possível evitar uma nova contaminação.

Em decorrência da DIP, pode ocorrer algumas complicações, como o crescimento do feto fora do útero, a chamada gravidez ectópica. A manifestação crônica da doença também provoca infertilidade.

Se o tratamento não surte efeitos, é necessário hospitalizar a paciente, administrando antibióticos por via endovenosa e complementação oral. Para prevenir a DIP, recomenda-se o sexo com preservativo e o uso de medicamentos anticoncepcionais.

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