Mulher

17/06/2015 03:25 - Atualizado em 05/12/2016 05:50

​Dificuldade para engravidar? Pode ser Síndrome de Rokitansky

Síndrome de Rokitansky causa problemas às mulheres que alimentam o sonho de ser mãe.

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Redação

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Você está tentando ter um bebê, mas não consegue? Existem diversos problemas de saúde que comprometem a fertilidade feminina. Um deles é a Síndrome de Rokitansky, uma doença congênita rara que causa alterações na vagina e útero. Ela é responsável por provocar o mau desenvolvimento ou ausência desses órgãos. Em alguns casos, a mulher apresenta canal vaginal muito curto ou nasce sem o útero.

A síndrome pode ser detectada aproximadamente aos 16 anos, quando a menina começa a manifestar problemas na menstruação, podendo até nem menstruar. Também é comum perceber sinais da doença ao começar a atividade sexual, quando ela não consegue estabelecer um contato íntimo em função do canal curto da vagina.

sindrome de rokitansky

Sintomas da Síndrome de Rokitansky

Como já referido, os sinais mais comuns de que a mulher possui a Síndrome de Rokitansky são o canal curto da vagina e a ausência do útero. Porém, como não é possível perceber essas mudanças internas, alguns sintomas se manifestam ainda na adolescência e merecem atenção especial.

Caso a menina apresente ausência de menstruação e dores abdominais frequentes, já é possível perceber alguns sinais iniciais da doença. Cada pessoa apresenta formas diferentes da malformação, então, os sintomas podem variar. No entanto, o fato de não menstruar é comum em praticamente todas as pacientes.

Também dores ou dificuldades durante a relação sexual e tentativas frustradas para engravidar podem indicar um caso da doença. Incontinência e infecções do aparelho urinário que aparecem com frequência são comuns em pacientes com a síndrome. Problemas de coluna, como a escoliose, também requerem um cuidado especial.

Se a mulher apresentar esses sintomas, principalmente todos eles em um mesmo período de tempo, é imprescindível consultar um ginecologista. O médico possivelmente recomendará a realização de um exame de ultrassom pélvico para diagnosticar o problema. Se detectadas as anomalias no corpo feminino, um tratamento é estabelecido de acordo com cada caso.

Tratando a Síndrome de Rokitansky

Além da denominação Síndrome de Rokitansky, a doença também é conhecida por Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, MRKH ou Agenesia Mülleriana. É possível curá-la de forma cirúrgica, através de um procedimento realizado na vagina para corrigir a malformação do órgão genital.

Caso a mulher deseje engravidar, possivelmente precisará passar por técnicas de reprodução assistida, a exemplo de inseminação artificial e da fertilização in vitro. Casos mais graves, quando o tratamento não é bem sucedido, podem impossibilitar a mulher de engravidar.

O tratamento mais comum é orientado por um ginecologista, que realiza técnicas cirúrgicas para corrigir as malformações genitais na vagina. Também é possível fazer um transplante de útero, para que aumentem as expectativas de uma possível gestação.

Os casos leves da Síndrome de Rokitansky, nos quais as malformações na vagina são pequenas, podem passar por métodos mais simples de correção. O médico pode utilizar dilatadores plásticos na vagina, a fim de esticar o canal vaginal e permitir que a mulher consiga estabelecer o contato íntimo de forma adequada.

Para o bem da sua saúde, siga essas dicas e mantenha consultas periódicas com seu médico. Se gostou do artigo, deixe um comentário e fique ligada nas novidades do Vivo Mais Saudável.

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