Mulher

27/03/2015 04:17 - Atualizado em 07/12/2016 08:57

Conheça os riscos de uma cesárea feita sem necessidade

Muitas vezes perigosa, a cesárea é o tipo de parto mais realizado no Brasil.

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Redação

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Segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa para realização de cesárea em um país é de 15%. Porém, 84% dos nascidos no Brasil chegam ao mundo por meio da cirurgia, e isso apenas na rede privada. Esse fato torna o país o campeão mundial nesse tipo de parto.

Essa situação foi considerada "epidêmica" pelo Ministério da Saúde. Acontece que, apesar de mais rápida, a cirurgia cesariana pode acarretar maiores complicações pós-parto. Por isso, é necessário saber o que levar em conta na hora de trazer seu filho ao mundo.

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Complicações de uma cesárea

Rapidez, processo indolor, hora marcada e conforto: todos esses pontos são levados em conta pelas mães que desejam fazer uma cesárea. Porém, elas também correm um risco maior de infecções e complicações após o parto.

Além da infecção, existem também as grandes chances de uma crise hemorrágica, e a possibilidade de a anestesia não funcionar, provocando reações que causam até a morte ou morbidade na mãe. Outro problema da cirurgia cesariana é que a placenta pode grudar no útero ou desenvolver um caso de endometriose.

A cesárea dificulta o estabelecimento dos vínculos entre a mãe e o bebê logo de início, também fazendo com que o leite não desça tão facilmente.

O Ministério da Saúde tem incentivado o parto natural, restringindo a realização de procedimentos cirúrgicos a casos específicos - situações de risco, que exijam urgência ou quando a mãe não pode conceber o filho naturalmente.

O que escolher: Parto normal ou cesárea?

Na cesárea, a mulher recebe uma anestesia geral ou da cintura para baixo (anestesia peridural). Depois, é feito um corte de, aproximadamente, 20cm, logo abaixo do umbigo e acima da vagina. O bebê é retirado por ali e, logo depois, costura-se a pele.

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A cicatrização pode demorar, e problemas de bexiga e de prisão de ventre podem aparecer. Somente se deve optar pela cesárea se a gestação for difícil ou quando houver complicações que impeçam o parto normal. São os casos de mãe com pressão alta, diabetes e outros problemas crônicos, por exemplo.

No parto normal, a criança chega pela vagina. Em algumas situações, utiliza-se a ocitocina, um hormônio estimulante, além de anestesia e corte da pele situada entre a vagina e o ânus (períneo). Caso o pré-natal tenha sido feito regularmente e não houver complicações, esse parto é tranquilo.

Confundido com o parto normal, o parto natural não realiza intervenções medicinais e medicamentos. O corte de períneo é dispensado dessa técnica, e a mulher tem suas vontades respeitadas. O parto natural é uma forma de dar à luz no conforto de casa, na banheira, na cama ou em outros lugares. No hospital, também é possível trazer o filho dessa maneira.

Recentemente, tem se popularizado cada vez mais o parto humanizado, principalmente no Brasil, em função do grande número de cirurgias cesarianas. Nesse tipo de parto, a mulher tem todas as suas vontades respeitadas. Por isso, precisa de uma grande gama de amigos e familiares na rede de apoio.

Uma obstetra deve acompanhar toda a gestação e o parto para evitar problemas. É o médico que indica, também, qual a melhor opção para trazer a criança ao mundo.

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