Mulher

04/06/2015 02:27 - Atualizado em 05/12/2016 06:03

Colposcopia complementa o exame ginecológico

Ao permitir visualização mais detalhada do aparelho vaginal, colposcopia facilita o diagnóstico de alterações.

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Redação

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Quem é mulher, já sabe: é comum, nas consultas ginecológicas, que o médico faça um exame de visualização do aparelho vaginal. Porém, muitas vezes, não é possível identificar algum problema a olho nu e o especialista precisa recorrer a outros procedimentos. É ai que que a colposcopia pode ajudar a cuidar da sua saúde.

O exame permite uma avaliação mais detalhada da vulva, da vagina e do colo do útero, facilitando o diagnóstico precoce de qualquer alteração. O método é rápido e indolor, sendo indicado para complementar o exame ginecológico comum nas pacientes.

colposcopia

Como funciona a colposcopia

A colposcopia oferece ao ginecologista uma visão ampliada e iluminada da vulva (parte externa da genitália feminina), da vagina e do colo uterino, de forma muito mais minuciosa que no exame ginecológico comum, feito a olho nu. Dura cerca de 15 a 20 minutos e é realizado com aparelho chamado colposcópio.

O procedimento é simples e indolor, não havendo introdução do dispositivo na paciente. O colposcópio tem uma lente de aumento e é semelhante a uma câmera ou um binóculo, ficando a cerca de 30 centímetros de distância da vagina. Portanto, não existe contato do aparelho com a região genital.

Para realizar a colposcopia, a paciente fica deitada em uma maca com as pernas abertas. Em seguida, o ginecologista introduz o espéculo na vagina para poder visualizar o seu interior, como acontece no exame comum. Com o auxílio do colposcópio, o médico faz uma avaliação detalhada de toda a mucosa da vagina e do colo uterino.

Ao detectar alguma alteração suspeita, ele já realiza uma biópsia da lesão. Quando a detecção não acontece facilmente, pode utilizar ainda um corante para ajudar na identificação de tecidos com alterações nas suas células. Também é possível utilizar filtros de cores, como luz verde ou azul, para destacar mudanças na vascularização na região do colo do útero.

A colposcopia é mais eficiente que o exame ginecológico comum, pois consegue iluminar adequadamente o canal vaginal e permitir a visualização da região através de lentes de aumento. Com isso, o diagnóstico de lesões e de outras complicações na mucosa da vagina e do colo do útero ocorrem mais facilmente.

Indicações e contraindicações da colposcopia

A principal função do procedimento é complementar a avaliação do ginecologista através de uma visão mais detalhada do aparelho genital. Ele é indicado quando o exame do Papanicolau apresenta alguma alteração sugestiva de lesão pré-maligna, ou quando o médico reconhece alguma lesão suspeita durante o exame ginecológico comum.

Não existe contraindicações para realizar o colposcopia, mas alguns cuidados devem ser levados em consideração. Entre eles, evitar o procedimento durante o período menstrual. O ideal é que seja feito na primeira metade do ciclo, poucos dias após o fim da menstruação.

Mulheres com infecção vaginal ou cervical também não devem fazer a avaliação, pois a inflamação, o corrimento e o sangramento podem atrapalhar a visualização do médico e a detecção de problemas. Pode ser realizado em gestantes, mas a biópsia e a curetagem devem ser evitadas, devido ao risco de sangramento e outras complicações.

Alguns incômodos vaginais podem ocorrer nos primeiros dias após o exame, como pequenos sangramentos ou corrimentos com coloração escura se o médico tiver usado corantes. Em caso de notar qualquer complicação, dor ou sensação incomum depois de uma semana, é indicado contatar o médico.

Gostou de conhecer mais sobre a colposcopia? Cuide da sua saúde e bem-estar. Deixe um comentário! E continue acompanhando as novidades do Vivo Mais Saudável.

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