Mulher

01/10/2015 07:29 - Atualizado em 30/11/2016 04:47

Cesáreas aumentam o risco de acretismo placentário

Doença é caracterizada pela adesão da placenta ao útero da gestante após o parto.

POR

Redação

  • +A
  • -A

Grávida de seu segundo filho com o rapper Kanye West, a socialite Kim Kardashian revelou recentemente que sofreu de acretismo placentário após a primeira gestação.

A rainha das selfies ainda contou que os médicos que a acompanham acreditam que ela poderá ter novamente a doença após o parto do segundo bebê. Entenda o que o problema significa e quais são os riscos para a mãe.

mulher com acretismo placentario

Características do acretismo placentário

De acordo com o Dr. Sérgio Hofmeister, ginecologista e obstetra do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, o acretismo placentário é a situação na qual a placenta adere em demasia ao útero e não se desprende dele logo após o nascimento da criança.

“A placenta, que deve ter uma penetração leve na superfície interna do útero, invade a parede muscular do órgão, podendo inclusive atravessar todo o útero e invadir órgãos adjacentes, como a bexiga e o intestino terminal”, explica.

Ainda, na maioria dos casos, não há sintomas aparentes. Em algumas situações, a doença está associada à chamada placenta prévia, quando sua inserção é mais baixa que o normal. A mulher pode perceber um sangramento vaginal indolor, sem motivos e intervalado durante a gestação.

Saiba Mais
Veja o que fazer para tratar a cicatriz da cesárea
Ooforectomia: Entenda a cirurgia feita por Angelina Jolie
Parto cesárea deverá ter justificativa médica

O obstetra ressalta que alguns fatores predisponentes podem contribuir para o surgimento do acretismo placentário. Entre eles está a preexistência de cicatrizes no útero devido a partos cesarianos. “Quanto mais cicatrizes prévias um útero tem, maior é a chance de ocorrer o acretismo da placenta”, alerta o profissional.

Além disso, idade materna avançada e submissão anterior a cirurgias uterinas ou curetagens recorrentes também aumentam as chances de desenvolvimento da doença.

Consequências para a mulher

Hofmeister destaca que a principal consequência do acretismo placentário é a ocorrência de  uma hemorragia grave logo após o nascimento da criança, provocada pela ausência da saída da placenta.

kim kardashian teve acretismo placentario“Pior será o sangramento se a placenta estiver inserida embaixo da cicatriz de uma cesariana, que se localiza na saída do útero e muito perto da bexiga. A consequência mais grave é a morte da mãe”, aponta.

Segundo o profissional, de todas as causas de mortalidade materna, a de hemorragia por acretismo da placenta é a única que está aumentando no Brasil, como consequência da banalização da cesariana como único modo viável de parto.

Pelo risco que a doença representa após o parto, uma das alternativas é a retirada do útero da mãe, o que impossibilita uma nova gravidez.

Quando o útero é preservado, como no caso da primeira gravidez de Kim Kardashian, é necessário cuidado e acompanhamento da gestação, pois há grandes chances de a doença acontecer novamente.

Na hora do parto de uma gestante diagnosticada com o problema, o procedimento deve ser realizado com uma equipe completa de obstetrícia em local onde haja uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) materna e banco de sangue disponível.

Para tratar o problema, é necessário realizar um diagnóstico por meio de exames como ultrassonografia e ressonância magnética.

O ginecologista afirma que o sucesso do tratamento depende da retirada cirúrgica da placenta. “Na maioria das vezes, é necessária a retirada do útero ou parte dele. As tentativas de tratamento clínico, com drogas para 'secar' a placenta, não funcionam bem”, aponta.

Você já tinha ouvido falar nesse problema? Deixe seu comentário! E aproveite para conferir outras dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

TAGS
placenta
gravidez
cesárea
riscos na gestação

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ